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Tag: the insider

[The Insider] O melhor da National Portrait Gallery

5 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

Sabe quantos museus há em Londres? Mais de 240! A cidade tem desde museu dedicado à história da anestesia até a galeria de arte moderna mais visitada do mundo (a Tate Modern).

E um dos museus mais simpáticos e agradáveis de se visitar na cidade é o dedicado exclusivamente aos retratos.

Na National Portrait Gallery só tem retratos (pinturas, basicamente, mas também algumas fotos e esculturas) de personalidades britânicas. E trata-se de um dos museus mais visitados da Inglaterra — em 2012, mais de 2 milhões de pessoas passaram por lá!

Um detalhe: a entrada é gratuita, pois uma lei de 2001 exige que os museus públicos do país tenham “free admission“.

Bom, fui na National Gallery com uma câmera na mão para registrar os “highlights” da exposição permanente e também da mostra especial sobre a Rainha Elizabeth II. Dá uma olhada (clique na foto para saber mais sobre cada obra!):.
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TOP 5 – Bares inusitados de Londres

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider Top 5

Quando uma cidade tem tantos bares, cafés e restaurantes quanto Londres, os donos desses lugares têm que se esforçar para chamar a atenção e ganhar os clientes. Essa “competição” gera cada vez mais inovações, maluquices e brincadeiras. Conheça um pouco dos lugares malucos de Londres no nosso TOP 5 da semana!
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Top5 Um bar depois da descarga

 

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Londres tem vários bares “escondidos” em porões, por baixo dos estabelecimentos “normais”. Um dos mais famosos desses lugares “clandestinos” – há listas e mais listas com os tais dos speakeasy bars – é o Portside Parlour. Para entrar lá, você primeiro tem que entrar em um bar, para depois entrar em um banheiro unissex cuja descarga diz: “Flush to enter” (literalmente: “aperte a descarga para entrar”). O bar em si, com decoração retrô e música boa, é considerado um dos melhores bares de rum da capital inglesa.
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Top4 O bar com tudo à venda

 

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A sua intenção pode até ser sair para beber numa boa com os amigos, mas, se for nesse bar, você pode voltar para casa com algo além da ressaca – por que não uma mesa nova?! 

É que a decoração bem bolada e o nome do The Shop NW10 não são à toa. Lá, dos quadros nas paredes aos móveis onde as pessoas sentam para beber, tudo está à venda. Além disso, a criatividade invade o menu de drinks, onde o Bloody Mary se chama “Pick & Mix Mary” e é totalmente personalizável. O perigo é se empolgar demais, primeiro na bebida e depois na compra…

 

Top3  O bar que cobra por minuto

 

ZIFERBLAT

 

Os poetas russos que começaram o Ziferblat perceberam que, quando ficavam sentado por horas em mesas de cafés e restaurantes, começavam a ganhar olhares pouco amistosos dos garçons – já que não estavam mais consumindo nada. Assim eles tiveram uma ideia inovadora: a de criar um estabelecimento onde esse olhar torto não existiria.

O café / casa de chá / restaurante fez tanto sucesso que se multiplicou pela cidade de Moscou e, no fim do ano passado, abriu em Londres sua primeira casa fora da Rússia. Cobrando 3 pennies (mais ou menos R$0,12) por cada minuto passado lá dentro, o Ziferblat propõe reunir, sem a obrigação de consumir qualquer coisa, gente criativa em um espaço agradável. Lá, são servidas comidinhas, cafés e chás – pelos quais você não paga, a única coisa cobrada é o tempo -, e eventos culturais como shows e exibições de filmes são organizados regularmente. Mas você também pode chegar com seu notebook e ficar numa boa, quietinho, trabalhando e comendo um bolo…

 

Top2 O bar que é um mistério

 

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A entrada do Evans & Peel Detective Agency, como o nome já entrega, é “disfarçada” de porta para um escritório de detetive. Você só consegue entrar se tiver uma “consulta” marcada. Lá dentro, um misterioso homem vai te perguntar sobre o caso que você quer que ele resolva, e, se você continuar a brincadeira, em poucos minutos vai ser levado para dentro de outro dos mais famosos speakeasy bars londrinos. Com uma decoração temática e drinks e comidinhas memoráveis, o Evans & Peel Detective Agency proporciona uma noite diferente e divertida.

 

Top1 Uma balada de café-da-manhã

 

 

 

Esse não é exatamente um bar, mas é bem inusitado. Que tal dar uma passada na balada antes de ir pro trabalho? Bem-vindo à Morning Glory, a balada londrina que só abre das 6h30 às 10h30 da manhã. A galera que frequenta o lugara decidiu começar seus dias de um jeito bem diferente, com nada mais nada menos do que… uma rave matinal. Dentro de um galpão, DJs tocam música eletrônica, dançarinos profissionais animam as pessoas, aulas de yôga são ministradas e massagens gratuitas são feitas. Tudo ao mesmo tempo. 

Enquanto isso, no bar são preparados smoothies saudáveis e cafés – proporcionando aos clientes uma preparação para o trabalho diferente e muito longe do mau humor. Nada de álcool. E o mais engraçado é que, vendo as danças malucas de quem escolhe começar o dia assim, não dá nem para acreditar que ninguém ali está bêbado…

 

[The Insider] No tapete vermelho inglês com Leonardo DiCaprio

5 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

Leo DiCaprio in London

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O blog do Cultura Inglesa Festival se infiltrou no mais famoso tapete vermelho da Inglaterra: a entrada do Odeon Cinema da Leicester Square, no centro de Londres!

É lá que as estrelas do cinema desfilam quando tem estreia de filmes blockbusters no Reino Unido.

O lançamento por aqui de Wolf of Wall Street, filme novo de Martin Scorsese, foi destas superproduções.

Quando tem premiere grande assim como a desta quinta-feira no Odeon, uma das grandes redes de cinema daqui, metade de Leicester Square é cercada já pela hora do almoço. Os primeiros fãs que aparecem ganham acesso para ficar na grade e esperar as celebridades passarem.

A maioria da galera que estava ali esperava pelo Leonardo DiCaprio, com faixas, pôsteres, cartazes, capinha de DVD… Um dos cartazes dizia: “I’ve been waiting for more than 9 hours”.

Odeon de London

Sim, para pegar lugar ali no gargalo, precisa chegar bem cedo, senão só dá pra ver alguma coisa pelo telão.

Alguns gritos eram ouvidos quando alguém mais famoso passava, mas frenesi mesmo, ainda que bastante polido, só quando DiCaprio passou por lá. O ator, sempre com um leve sorriso e um pouco de pressa, gastou uns dez minutos no tapete vermelho: deu autógrafos, posou para os fotógrafos, deu breve entrevista para os repórteres, e posou mais um pouco para fotos (tudo nessa ordem). Depois sumiu.

Todos os mortais que passam pelo tapete (e tem bastante gente, todos convidados da distribuidora do filme, a Universal Studios, e de envolvidos com a divulgação do filme, além de alguns poucos ganhadores de alguma promoção), tem de passar rapidinho. Não dá muito para aproveitar o momento, ou parar para apreciar a paisagem, ou tirar foto. Os monitores e seguranças ficam o tempo inteiro pedindo para as pessoas “please, move, please, move”.

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Os fotógrafos ficam confinados no seu curral, de onde ninguém entra, ninguém sai, até acabar o evento.

Um apresentador da tevê britânica está lá para animar a “festa”, que era transmitida pelo telão para a praça inteira.

A celebridade mais feliz com a encenação toda era a Margot Robbie, a belíssima atriz australiana que contracena com DiCaprio no filme. Ela estava feliz da vida.

Já DiCaprio estava visivelmente incomodado com o assédio todo. E tratou de cumprir o protocolo com elegância, mas o mais rápido possível.

Depois que todos entram no cinema, o apresentador foi para dentro da enorme sala do Odeon, completamente lotada, e chamou dois produtores do filme, Margot e, finalmente, Leonardo DiCaprio. Os quatro deram tchauzinho para a platéia (DiCaprio sempre meio sem graça com a situação, enquanto Margot era só sorrisos), posaram para as fotos, e foram embora. Não ficaram para ver o filme, que aliás, é bem divertido.

O elenco de Wolf of Wall Street no palco do Odeon

Hoje em todos os jornais havia algo sobre a estreia de Wolf of Wall Street, e as fotos que as estrelas tiraram no tapete vermelho estavam em todos os tabloides da cidade.

Para divulgação, sem dúvida este tipo de evento funciona, pois essas super celebridades do cinema são tratadas como semi-deuses. Mas, de perto, a coisa não tem esse glamour todo, não. E o Leonardo DiCaprio é mais um mortal, bem apessoado, de altura média, incrivelmente bem sucedido no que faz, sem dúvida, mas é de pele e osso, coisa que o tapete vermelho faz questão de esconder.

 

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Essa foto é o “Leo” andando pelo corredor do cinema após descer do palco, a caminho da saída. Ele literalmente passou do lado da nossa cadeira, e o cinema inteiro (cuja maioria está acostumada a ver estrelas de Hollywood) virou para assistir. Olha aqui um videozinho do Instagram de uma inglesa que estava na plateia um pouco atrás: http://instagram.com/p/i93xprIhvl/
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odeon cinema leicester square

Visão da Leicester Square, parcialmente fechada para o público

 

red carpet

A caminhada pelo tapete vermelho com vários “mortais”

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A telona do cinema, antes do início do filme, mostrava os “melhores momentos” do tapete vermelho
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Celebrity Fever

A obsessão britânica por celebridades é coisa de profissional.

O secular culto e perseguição à família real é o maior do mundo, de longe, entre os países que ainda possuem monarquia. Em qualquer banca de jornal (as “newsstands“) que você vá, verá um tabloide estampando um VIP na capa, ou contando a última história do julgamento da Nigella Lawson ou mostrando fotos do batizado do bebê George Alexander.

No site do Visit Britain, o site oficial de turismo na Inglaterra, tem lá uma página com lugares para se ver celebridades no país: http://www.visitbritain.com/en/Celebrity-spotting-in-London/

O guia oficial de Londres também dedica uma seção aos melhores restaurantes para se cruzar com algum VIP.

Os famosos que pegam o metrô, como lembra o BuzzFeed, também não passam desapercebidos.

Festas VIP, eventos reais, clubes privados de todo tipo (de lords velejadores a músicos aposentados) que só aceitam convidados de um certo círculo social, baladas exclusivas para membros da alta sociedade… até alguns cinemas têm área VIP!

Todo tipo de aristocracia é celebrada por aqui, das estrelas do mundo pop que todo mundo sabe quem é aos duques e duquesas que ninguém nunca ouviu falar.
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[The Insider] Por dentro de um mercado de Natal londrino

5 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

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Londres está comemorando o Natal desde outubro! E um dos pontos altos da cidade no período das festas de fim de ano é o mercado de Natal do Southbank, que fica pertinho da London Eye (dá pra ver ela no vídeo aí iluminada de azul).

Dá uma olhada aí em cima, tem de neve falsa que nasce na minha mão até alcaçuzes gigantescos.

Nascidos na Alemanha, esses “Christmas markets” são bastente tradicionais na Inglaterra já e o do Southbank é um dos mais populares de Londres.

A trilha sonora principal do vídeo é uma “Christmas carol” (cantiga de natal) de origem galesa chamada Deck The Halls. Com melodia criada no século XVI e a letra em inglês adicionada no século XIX, ela ainda hoje é uma das cantigas natalinas mais populares.

A segunda música que toca no vídeo é Rockin Around the Christmas Tree.

Se quiser saber mais das minhas andanças pro Londres, clique aqui.

Merry Christmas!!

[The Insider] Por dentro de um concerto brasileiro em Londres

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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O insider do Cultura Inglesa Festival se infiltrou nos bastidores do Southbank Centre (um dos maiores, senão o maior, centro cultural da Inglaterra) para mostrar como é um típico concerto em Londres visto de dentro.

Na Inglaterra, a música clássica é pop. Todo ano os maiores nomes do gênero passam pelas várias casas de espetáculo da capital. E a preços acessíveis (o ingresso mais barato costuma custar 9 libras).

A Orquestra Sinfônica de São Paulo tocou pela primeira vez no Royal Festival Hall (o hall de concertos do Southbank Centre) no dia 23 de outubro. Essa turnê europeia da Osesp marcou o início das comemorações dos 60 anos da orquestra.

Quer ver uma música inteira deste concerto? Clique aqui.
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*As imagens em close da maestra são reproduções desta matéria do Jornal da Globo gravada no mesmo dia.

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[The Insider] Por dentro de um jogo do futebol inglês

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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O futebol é uma língua universal, sem dúvida.

O esporte que é jogado em Glasgow é o mesmo jogado em São Luís do Maranhão. Mas a relação que os torcedores tem com o futebol muda a cada esquina.

Uma adorável senhora chamada Sue Smith, moradora do bairro de Islington, norte de Londres, levou o blog do Cultura Inglesa Festival a um jogo do Arsenal, o time local, para nos mostrar como é ver de perto uma típica partida da Premier League (a 1ª divisão do campeonato inglês).

E, para quem é fanático pelo futebol brasileiro, é uma experiência bastante esquisita.
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No meio caminho havia um pub

Para começo de conversa, não há ingresso à venda na bilheteria do estádio.

Quem tem direito, compra ingresso pela internet.

A família de Sue tem “membership” para a temporada toda – ou seja, são o que conhecemos por sócios e têm direito a comprar ingresso para todos os jogos (que custam em torno de 35 a 90 libras).

Só sobra ingresso para o público em geral se os sócios ouro, prata e bronze não comprarem todos antes. O que só acontece em partidas amistosas ou em campeonatos secundários. 

Com a carteirinha da Sue em mãos, saímos da estação do metrô de Highbury & Islington e vamos a pé até o Emirates Stadium (uma caminhada de 10 minutos) para assistir Arsenal x Norwich, jogo válido pela 8ª rodada da liga inglesa.

Mas a primeira parada é, claro, num pub!

Há muitos pubs pelo caminho. E em dias de jogos, a maioria só aceita torcedores do Arsenal.

No pub que concentra os torcedores mais fanáticos do time (e fica dentro de uma universidade para ser mais “exclusivo”), só entra quem tem ingresso pro jogo.
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Tomamos um pint secando o Liverpool, rival do Arsenal que brigava também pela liderança da Premier League.

“Esse pub é obrigatório antes de um jogo aqui no Emirates”, conta Sue. “Mesmo quando a partida começa às 11h da manhã”.

Os torcedores visitantes também têm seu pub. Não importa o time, o pub de quem joga contra o Arsenal é sempre o Drayton Park.

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E ninguém mexe com eles ali. O clima é muito pacífico e ordeiro em todo o entorno do estádio.

Essa faixa para os torcedores do Norwich na entrada do estádio diz tudo:

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Dentro da “biblioteca”

Os 60 mil torcedores entram em cima da hora de uma vez só no estádio. Como cada setor do Emirates tem muitos portões, e cada ingresso só funciona na catraca do seu setor, a vazão é muito rápida.

Dentro do estádio, o clima é alegre, mas não festivo. Logo de cara, a atmosfera lembra mais a de um show de alguma banda grande do britpop do que a de um jogo de futebol.

A torcida grita o nome de alguns jogadores e a partida começa.

O adversário do dia é o Norwich, um time do interior que briga para não cair para a 2ª divisão.

Logo de cara, o Arsenal faz um golaço. Achei que a torcida ia finalmente explodir. Mas, não é bem o que acontece. Feliz da vida, os torcedores seguem sentados, cantando umas músicas curtinhas de vez em quando e batendo palma em algumas jogadas.

Sue canta todas elas.

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Os ingleses são, sim, fanáticos por futebol. A média de público da segunda divisão da Inglaterra, por exemplo, é maior do que a média da nossa primeira divisão.

Mas a entrega, a devoção, não é a mesma. Só ver que na Copa, o país não pára para ver a Seleção. 

Falta uma latinidade. Somo muito mais apaixonados e vibrantes (e agressivos também, diga-se de passagem).

E a torcida do Arsenal é famosa na Inglaterra por ser particularmente silenciosa.

O antigo estádio do time, o Highbury, foi apelidado pelos rivais de “library” (biblioteca)!

“Se você for num jogo do Millwall, time do sul de Londres, vai ver mais bagunça. Eles são os piores hooligans da Inglaterra. Aqui é tudo muito tranquilo”, revela nossa amiga Sue.

Embora mais devagar, a torcida do Arsenal é bastante interessante. É a torcida mais democrática do país. Ela abraça gente de todo credo, cor, orientação sexual e nacionalidade. A maioria dos imigrantes de Londres acabam virando “gunners” (o apelido dos torcedores). 

“O senhor que é sócio do assento na nossa frente é um executivo americano que se apaixonou pelo futebol. Ele viaja muito, mas quando está na cidade, sempre vem aos jogos de terno e gravata”, diz Sue, sobre seu vizinho de cadeira.

À esquerda de onde estamos sentado tem uma faixa “Arsenal Indonésia”, à direita, “Arsenal Bulgária”, na frente: “Arsenal Japão”.

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“Aquela lá eu nunca tinha visto! É nova, que ótima”, exclama Sue, apontado para a faixa dos torcedores gays. Imagina uma dessa no Morumbi ou no Mineirão? Pois é.

As músicas que a torcida canta são curtas, mas ótimas. E apenas uma tem algum teor bélico (a que eles dizem odiar o Tottenham, rival do norte de Londres). As demais são, digamos, fofas.

Fundado em 1886, o time é um dos mais vencedores e tradicionais clubes do futebol inglês.

A primeira transmissão de uma partida de futebol ao vivo pela tevê tinha o Arsenal em campo.

 

Fim fo primeiro tempo, hora de mais um pint 

O canto que mais diverte a torcida é o da “guerra de arquibancadas”. A galera do leste do estádio grita que é a “margem leste do Highbury” (a letra ainda contém o nome do estádio antigo), enquanto que o norte grita que é o norte. O oeste nunca se manifesta. Veja no vídeo acima. 

A outra ponta do estádio chama-se “clock end” (porque tem um relógio).

Aliás, outra diferença em relação ao nosso futebol: o tempo do jogo aparece no telão, assim como o replay de algumas jogadas (inclusive jogadas polêmicas). No Brasil, nada disso é permitido.

Antes mesmo do juiz apitar o fim do 1º tempo, a galera já corre para comprar cerveja, cachorro-quente, torta ou fish’n’ chips.

“Outro dia, um canal de esportes fez um levantamento sobre quantos gols as pessoas que saem para comprar um pint perdem, e a quantidade é imensa”, me conta um torcedor do Arsenal. Mas olha o tamanho da fila no intervalo:

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4×1 pro Arsenal, placar final. Da mesma maneira que entraram, a galera sai. Em cinco minutos já não tem mais ninguém no estádio!

E os 60 mil torcedores se dispersam pelo bairro de Highbury.

A maioria provavelmente atrás do próximo pub.

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[The Insider] Um jantar no metrô de Londres

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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Os londrinos têm uma admiração especial pelo seu metrô, já que trata-se do primeiro e mais charmoso sistema de transporte urbano subterrâneo do mundo, né? Até já contamos um pouco dessa história aqui e neste infopôster. Agora o insider* do Cultura Inglesa Festival descobriu mais uma do famoso “tube”.

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Um jantar DENTRO de um vagão desativado de 1967 da clássica Vitoria Line. Legal, não? E os chefs são incríveis, ainda por cima. A proposta dos organizadores, o grupo Basement Galley, é criar uma atmosfera amigável em torno de boa comida, e fazer com que estranhos socializem num dos lugares menos sociáveis da cidade. “Esteja preparado para fazer novos amigos”, diz o site do evento. E mesmo que você for com amigos, a regra é que eles não sentem do seu lado.

Vai rolar um desses jantares neste sábado. Veja o vídeo de apresentação do jantar aqui embaixo e uma galera de fotos incríveis dos jantares que rolam por lá!
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De barco pelo interior da Inglaterra

7 anos atrás ----- Blog Cinema The Insider The Insider

por Milo Steelefox, de Londres*

Round about once every month or two I escape London to go home and see my family and friends in Worcester, home of the classic Lea & Perrins sauce (molho inglês), about 2½ hours away by train. Not a lot happens, but that’s half the appeal, and I wanted to tell you about one of the best ways to while away the time there.

So there I was, getting up lazily one recent Saturday morning and who should call but my oldest and tallest friend. ‘Wanna row up to The Camp?’, he asked. This is a silly question. ‘I’m game’, I obviously replied.

I wander out into the garden and rouse my little brother, sunbathing with a book. He’s game too, and before we know it the three of us plus two friends are strolling over to the River Severn to a chap who hires out rowing boats. The lovely big one (called Munchkin) is already booked, so we get two small ones and set off upstream. The goal? A delightful old pub called The Camp!

It’s a perfect way to spend a sunny afternoon; you paddle against the current for a little over and hour, then sit back with sandwich and a cider or two at the pub, and then literally drift back downstream a couple of hours later. And of course, it’s all giggles and fooling around, taking turns to row, splashing water and waving at passers by on the banks.

I’ve known this pub since I was a little boy, and although some of the playground items have gone, it’s very much the same. And the best bit, apart from a lovely great big tree, is the fact that there are not just chickens roaming around in between the tables, but there are also peacocks strutting their stuff and wailing to each other – such bizarre and beautiful birds.

Back we get into the boats to head downstream, floating along, meandering, paddling a little and crashing into each other or low branches, but mostly drifting along and enjoying the sunshine.

There’s nothing better than being on the water in the warm weather, and don’t worry if you never make it as far as visiting Worcester – your best bet for a lovely day in a boat would be to check out Shakespeare’s Stratford, or better still do a spot of punting in the very scenic spots of Oxford and Cambridge.

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Punting


GLOSSARY

  • To while away the time: to spend time
  • I’m game: I’m up for it, I’m keen
  • Rouse: to get the attention of
  • A chap: a man
  • Strutting their stuff: showing off, parading as if on a catwalk
  • Best bet: This is literally the best advice you can offer, the best suggestion
  • Punting: a form of boating, like rowing but instead of using two oars you use the one, propelling the boat along by pushing on the bed of the river, rather like they do in Gondolas in Venice

Um fim de semana nas gélidas águas de Gales

7 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

 

por Milo Steelefox, de Londres*

So I’ve finally booked a train to Aberystwyth on the coast of Wales.

I had friends to see, friends from home that only all get together once in a blue moon, and they just so happened to be doing so in Wales, a place that for me brings back nostalgic childhood memories of camping, beaches, rivers… and rain, and grey, and cold.

I’m painting a lovely picture aren’t I? In truth though it was the most beautiful of weekends, with blue skies and good times.

The day we spent on the beach was full of tomfoolery, as we did our best to play cricket, football and frisbee, which would’ve been fine only the wind wanted to play too!

And I’d been telling one of my friends we simply HAD to go in the sea, no matter how cold it was, but the water was simply f-r-r-r-r-e-e-z-i-n-g. So all we managed was a paddle till our feet were numb.

On the way back to the house we dropped by a cute little harbour town called Aberaeron where there was a fun looking annual children’s football tournament going on.

We found an amazing sweet shop nearby and got a few bagfuls of old fashioned goodies, and then we wandered down to the harbour in search of some local honey ice cream, and we sat eating it in the sunshine looking at the boats and all the kids playing, catching crabs, or even throwing jelly fish at each other!

Perhaps the best bit of the whole weekend though was the next day when we ventured back into Aberystwyth, and what did we find but the ultimate holiday activity… crazy golf. And you know what, it must’ve been the cheapest crazy golf I’ve ever played – a mere £1.65 (you could usually expect to pay almost 4 times that).

My home friends and I get very competitive (immaturely so) when it comes to this particular sport, and so it was great when one of the lads won rather unexpectedly, beating us all by a good 5 shots.

Back to the house we took one last stroll along the pebble beach nearby as the sun was beginning to set, and still hellbent on perhaps going in the sea I told the others to carry on home as we started to head back.

Maybe it was the ‘what would my dad do in this situation’ feeling I always get, or maybe it was the text I received from a jealous friend saying to dive in, but I did it, all on my own, and jumped in the sea for a very, very, very cold 5min swim, at 8pm at night. What an idiot.

Links

Aberaeron: http://en.wikipedia.org/wiki/Aberaeron


GLOSSARY

  • Once in a blue moon: seldom, once in a while (or less!), basically something which happens very rarely
  • To paint a picture: to describe something, to set the scene (telling a story)
  • Tomfoolery: messing around, fooling around, joking around…
  • Goodies: nice things. Can also be used to describe the good and the bad guys in films, i.e. the goodies and the badies
  • A mere £1.65: using the word mere is like saying ‘only £1.65’, used as a diminuitive
  • Hellbent: uncontrollably keen to do something, determined, adamant

Maratona de bike até o melhor pôr-do-sol de Londres

7 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

por Milo Steelefox, de Londres*

Sunday. Not my favourite of days, simply because (even years later), I still get the sneaking suspicion I’ve forgotten some homework I need to do. Traditionally a day of rest, chores and seeing friends, today is different, with some 40-odd thousand runners sweating out 26 miles for the London marathon. And although actually on my bike, I feel like I’ve completed the same distance.

Before heading to the centre I quickly nipped up to the pleasant neighbourhood of Muswell Hill (which is at the top of a massive hill) to buy a thin mac/jacket I’d had my eye on – it was too sunny to wear it there and then, but I still made me feel nice and brand new. Then I rolled down to The Mall to the finish line of the marathon, right infront of Buckingham Palace.

It felt like there were hundreds of thousands of people lining the streets, and given the sporting occasion and good weather, spirits are high, and you know what, I felt rather proud. Proud of all these people, all the effort, all the clapping, cheering and energy, and of course the money raised for charity.

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Though saying that, I did queue for a good hour and a half to cross a road and get into Green Park to try and find a friend of mine who lives in China but had come home to see family, and run the marathon! It would’ve been worth the wait, but with him being without a phone, our loose arrangement at Meeting Point C was a longshot, and sadly I couldn’t find him! Still, not a wasted journey, I’d never experienced the event live, and besides being amazing, it reminded me that I’d like to run it one day.

Then, back on my bike, I rode through town to a pub called The Old Queen’s Head to catch a friend’s band play, and then on up to Camden to drop in briefly at a charity event by the ABC Trust (Action for Brazil’s Children). And, before winding up the evening at a famous venue called the Koko with ‘a night of twisted Cumbia’ from a band called the Mexican Institute of Sound (see photo), I quickly popped by Primrose Hill Park to get a view across the city an its sunset, and also a glimpse of the nearly full moon!

A beautiful spring day. But now I am most definitely ready for bed.

Saiba mais sobre a maratona:

http://www.virginlondonmarathon.com/


GLOSSARY

  • Chores: jobs to be done around the house, or other activities like shopping – another similar word would be ‘errands’, although this refers more to things like shopping and going to the bank or post office
  • 40-odd thousand: adding the word ‘odd’ in here simply emphasises the fact that you are making a rough guess, in this case it means around about 40 thousand people
  • I quickly nipped up to: to nip somewhere is literally like ‘to go’, to drop in somewhere quickly
  • I’d had my eye on: to have your eye on something means wanting something – usually something you’ve seen and can’t stop thinking about… like a new bike, or a cute new classmate at school
  • A longshot: something which is a little ambitious, unlikely, hopeful!
  • Winding up the evening: you can also say ‘rounding off the evening’, to say how you ended the evening
  • A glimpse: to see something quickly, briefly

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49 anos atrás
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