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TOP 5 – Dicas para o chá perfeito, segundo George Orwell

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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O escritor inglês George Orwell é famoso por obras como “A Revolução dos Bichos” e “1984”, mas pouca gente conhece um artigo que ele escreveu em 1946 para o jornal
Evening Standard, de extrema relevância para qualquer inglês que se preze. No texto, as 11 regras necessárias para se preparar a xícara de chá perfeita. A partir desse artigo esquecido no tempo, montamos um top 5 com dicas para você preparar o melhor cuppa da sua vida!

Top5 O chá certo

 

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Antes de começar, vale lembrar que o termo “chá” mencionado por Orwell ao longo do artigo não inclui em seu sentido as infusões. Aquele chazinho de Camomila que você toma antes de dormir, cientificamente e inglesamente falando, não faz parte do clube;  somente os pretos, verdes, brancos, oolong e amarelos são considerados chás. Aliás, existe ainda outro “clube”: na opinião de Orwell, são só os chás indianos ou do Sri Lanka (antigamente conhecido como Ceilão – daí o Ceylon Tea) os realmente apreciáveis. Para ele, “qualquer um que já tenha usado a reconfortante frase ‘uma boa xícara de chá‘ estava invariavelmente falando de um chá indiano”.

Top4 Se você ama chá, nada de saquinhos

 

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É importante frisar que o seu chá tem que ser forte. Orwell aborda isso com uma das frases mais famosas desse seu artigo, que diz que “todo verdadeiro amante do chá não apenas gosta de um chá bem forte, mas gosta dele cada vez mais forte, a cada ano que passa”. Isso quer dizer que você não pode preparar seu cuppa com pouco chá, e também que deve se atentar à maneira como a erva é colocada na água.

Primeiramente, nada de saquinhos! As folhas devem estar livres, leves e soltas.  E isso quer dizer sem coador, também. Aquelas “cestinhas” bonitinhas para deixar a erva e depois tirar? Nem brincando. “Uma pessoa pode ingerir folhas de chá em quantidades consideráveis sem nenhum dano à saúde, e, se o chá não estiver solto no bule, sua infusão nunca estará correta”, o escritor ensina.

Top3 Olho na chaleira

 

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Nem pense em deixar sua água esquentando enquanto você vai fazer outra coisa. É preciso ficar de olho na kettle (ou na chaleira), e ficar bem esperto para, na hora exata em que a água começar a ferver, servi-la no bule (sim, segundo Orwell o bule é indispensável), onde aquelas folhas livres, leves e soltas já estavam antes. Aí, chacoalhe tudo, espere as folhas se acalmarem lá dentro, e você estará pronto para o próximo passo…

Top2 Xícara ou caneca?

 

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O recipiente para você misturar as folhas de chá com a água deve ser um bule, feito de porcelana ou de barro. Mas você também deve atentar para onde o precioso líquido vai depois! Orwell diz que o melhor recipiente para seu chazinho não é a xícara, e sim a caneca. Nela, cabe muito mais chá.

Top1 Leite: sempre. Açúcar: nunca

 

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Tudo bem, a xícara da foto ali de cima não está condizendo com as “regras de Orwell”, mas ela ilustra perfeitamente duas das dicas de que vamos falar agora. Primeiro, o acompanhante perfeito para o chá britânico é o leite. Por mais estranho que isso possa parecer para a gente, essa não é nem uma regra orwelliana (vamos combinar que ele tem algumas bem excêntricas), e sim uma regra de todo o seu país: os ingleses bebem seus chás com leite, igual fazemos por aqui com o café.

A segunda regra que essa foto ilustra está de acordo com os ensinamentos do escritor: a ordem na qual você põe as coisas na xícara – ou melhor, na caneca – faz toda a diferença. O mais adequado é colocar o leite depois do chá. Assim, “você pode regular exatamente a quantidade de leite que você quer, enquanto que, se fosse ao contrário, é possível que você coloque leite demais”. Seguindo essas regras, seu chá à la Orwell está quase pronto. Você só não pode se esquecer de uma coisinha: nada de açúcar! Você precisa sentir o gosto do chá. Nosso amigo George tem algo a dizer sobre isso: “Você pode fazer uma bebida bem parecida, dissolvendo açúcar em água quente“!

(Se quiser dicas menos literárias, vá ao site do United Kingdom Tea Council. Bom chá!)

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TOP 5 – Frases de Oscar Wilde

4 anos atrás ----- Blog Top 5

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Oscar Wilde

 

Um dos maiores nomes da literatura da língua inglesa faria 159 anos nesta quarta-feira!

Oscar Wilde segue vivoUma das principais celebridades de seu tempo, o escritor irlandês ganhou notoriedade por seus poemas e peças, além de seu único (e incrível) romance, “O Retrato de Dorian Gray”.

Um defensor inconteste do belo e da arte como oposição ao mundo em processo de industrialização, Wilde era também conhecido pela sua profunda ironia, quase que definindo um estilo britânico de criticar a sociedade. 

Em homenagem a este irlandês que morreu aos 46 anos depois de ser preso por cometer “obscenidades” com outros homens (vê se pode?), eis o nosso TOP 5 – Frases de Oscar Wilde:

   

Top5  “But what is the difference between literature and journalism? …Journalism is unreadable and literature is not read. That is all.” The Critic as Artist, 1891

 

Top4 “To get back my youth I would do anything in the world, except take exercise, get up early, or be respectable.” The Picture of Dorian Gray, 1891

 

Top3 “Gossip is charming! History is merely gossip. But scandal is gossip made tedious by morality.” Lady Windermere’s Fan, 1892

 

Top2 “There is no such thing as a moral or an immoral book. Books are well written or badly written.” The Picture of Dorian Gray, 1891

 

Top1 “We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars.” Lady Windermere’s Fan, 1892

 

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Curtiu? Tem mais abaixo e aqui. Wilde tem centenas de aforismos incríveis, se faltou algum que você gosta, inclua nos comentários!

E se liga nesse vídeo também do Abujamra declamando um dos mais famosos textos do escritor:

 

Mais frases do Wilde

“No man is rich enough to buy back his past.”

“Good resolutions are simply checks that men draw on a bank where they have no account.”

“Men become old, but they never become good.”
— “Lady Windermere’s Fan”

“I delight in men over seventy, they always offer one the devotion of a lifetime. “
— “A Woman of No Importance”

“How many men there are in modern life who would like to see their past burning to white ashes before them!”
— “An Ideal Husband”

“A man who moralizes is usually a hypocrite, and a woman who moralizes is invariably plain.”
— “Lady Windermere’s Fan”

“Nowadays all the married men live like bachelors and all the bachelors live like married men.”
— “The Picture of Dorian Gray”

“I don’t like compliments, and I don’t see why a man should think he is pleasing a woman enormously when he says to her a whole heap of things that he doesn’t mean.”
— “Lady Windermere’s Fan”

“One should never trust a woman who tells one her real age. A woman who would tell one that, would tell one anything.”
— “A Woman of No Importance”

“Crying is the refuge of plain women but the ruin of pretty ones.”
— “Lady Windermere’s Fan”

“Men know life too early. Women know life too late. That is the difference between men and women.”
— “A Woman of No Importance”

“Women are meant to be loved, not to be understood.”
— “The Sphinx Without a Secret”

“It takes a thoroughly good woman to do a thoroughly stupid thing.”
— “Lady Windermere’s Fan”

“I don’t know that women are always rewarded for being charming. I think they are usually punished for it!”
— “An Ideal Husband”

“I don’t think there is a woman in the world who would not be a little flattered if one made love to her. It is that which makes women so irresistibly adorable.”
— “A Woman of No Importance”

“My dear young lady, there was a great deal of truth, I dare say, in what you said, and you looked very pretty while you said it, which is much more important.”
— “A Woman of No Importance”

“Women give to men the very gold of their lives. But they invariably want it back in such very small change.”
— “The Picture of Dorian Gray”

“I am sick of women who love one. Women who hate one are much more interesting.”
— “The Picture of Dorian Gray”

“I prefer women with a past. They’re always so damned amusing to talk to.”
— “Lady Windermere’s Fan”

“People who count their chickens before they are hatched, act very wisely, because chickens run about so absurdly that it is impossible to count them accurately.”
— Letter from Paris, dated May 1900

“The more one analyses people, the more all reasons for analysis disappear. Sooner of later one comes to that dreadful universal thing called human nature.”
— “The Decay of Lying”

“The public have an insatiable curiosity to know everything, except what is worth knowing.”
— “The Soul of Man Under Socialism”

“Most men and women are forced to perform parts for which they have no qualification.”
— “Lord Arthur Savile’s Crime”

“It is perfectly monstrous the way people go about, nowadays, saying things against one behind one’s back that are absolutely and entirely true.”
— “The Picture of Dorian Gray”

“Life is much too important a thing ever to talk seriously about it.”
— Lady Windermere’s Fan, 1892, Act I

“The Book of Life begins with a man and woman in a garden. It ends with Revelations.”
— “A Woman of No Importance”

“Life is never fair…And perhaps it is a good thing for most of us that it is not.”
— “An Ideal Husband”

“You must not find symbols in everything you see. It makes life impossible.”
— “Salome”

“We are each our own devil, and we make this world our hell.”
— “The Duchess of Padua”

“The world is a stage, but the play is badly cast.”
— “Lord Arthur Savile’s Crime”

“Nothing spoils a romance so much as a sense of humor in the woman – or the want of it in the man.”
— “A Woman of No Importance”

“One should always be in love. That is the reason one should never marry.”
— “A Woman of No Importance”

“To love oneself is the beginning of a life-long romance.”
— “An Ideal Husband”

“A kiss may ruin a human life.”
— “A Woman of No Importance”

“A man can be happy with any woman as long as he does not love her.”
— “The Picture of Dorian Gray”

“Young men want to be faithful and are not; old men want to be faithless and cannot.”
— “The Picture of Dorian Gray”

“Faithfulness is to the emotional life what consistency is to the life of the intellect – simply a confession of failures.”
— “The Picture of Dorian Gray”

(fonte)

O fabuloso inglês de Roald Dahl

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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O galês Roald Dahl era uma dessas pessoas extraordinárias. Ele pilotava um avião de guerra e escrevia romances com a mesma categoria. Pra poucos, não? Muito poucos.

Durante a II Guerra Mundial, Roald Dahl chegou rapidamente ao posto de comandante devido à sua habilidade em voar. E como autor de livros, se tornou um dos mais importantes escritores de histórias infantis de todos os tempos e um bestseller mundial.

Dentre os livros mais famosos de Dahl estão A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda

Roald Dahl (década de 1980)

Dahl era também um grande artesão de novas palavras. Em todas as suas histórias infantis, tem alguma palavra ritmada que ele tirou da própria cartola, como oompa-loompa e scrumdiddlyumptious, por exemplo. 

Scrumdiddlyumptious, aliás, quer dizer algo como “maravilhosamente delicioso huumm”.

Os termos cunhados por Dahl não estão no dicionário, com uma exceção: gremlin.

Gremlin é aquele bicho pequeno e horroroso, uma mistura de duende com ET, certo? Durante a II Guerra Mundial, “gremlin” era um termo usado entre os militares para personificar algum problema técnico nos aviões (algo como “bug”, hoje em dia).

Dahl pegou o termo e transformou nos bichos esquisitos que conhecemos hoje (eles aparecem pela primeira vez no livro The Gremlin, de 1943). Se você procurar o termo no dicionário, sua origem aeronáutica nem mais é considerada, de tão popular que as criaturas se tornaram.

Mas o auge do neologismo de Dahl aparece mesmo no livro The BFG, onde ele cria seu próprio vocabulário, o Gobblefunk.

Veja abaixo um glossário do Gobblefunk. Todos os termos são scrumdiddlyumptiousdeliciosos!

(Ah, e quem quiser comer os chocolates Wonka, dá um pulo nesse post)
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Phizzwizzards: sonhos incríveis

Whoopsy-splunkers: fantástico

Time-Twiddler: algo que é imortal

Phizz-Whizzing: brilhante

Oompa-Loompa: pessoa pequena, alguns trabalham na fábrica de chocolate

Goggler: um olho

Swatchscollop: comida nojenta

Frobscottle: uma bebida ótima, cujo gás vai pra baixo do copo, em vez de subir

Whizzpopping: pum

Kiddles: crianças

Exundly: exato

Porteedo: torpedo

Majester: a rainha

Crodscollop: um sabor incrível

Jumbly: misturado

Whoopsy wiffling: demais!!!

Trogglehumper: pesadelo assustador

Snozzcumber: um vegetal de gosto péssimo

Quogwinkle: um alien

Bootbogglers: militar

Crumpets: trompetes

Frightsome: muito assustador

Bopmuggered: capturado

Muggled: confuso

Jumpsquiffling: algo muito, muito grande

Gloriumptious: glorioso e maravilhoso

Bogglebox: escola para garotos

Crabcruncher: criatura que vive nas montanhas, perto do mar

Frothbuggling: bobo

 Rascunho do Gobblefunk (1981)

A verdadeira fantástica fábrica de chocolates

4 anos atrás ----- Blog

2013-09-21 13.10.43

Bom, todo mundo sabe que a fantástica fábrica de chocolate do Willy Wonka é obra de ficção.

Mas, desde 1971, as barras Wonka podem ser encontradas de verdade nos mercados de alguns países. Foi neste ano em que nasceu a The Willy Wonka Candy Company (a real fábrica de chocolates), na esteira do lançamento do primeiro filme baseado na obra clássica de Roald Dahl (“Charlie & The Chocolate Factory”, de 1963).

A Nestlè comprou a marca em 1988 e criou mais doces com a marca Wonka, além das tradicionais barras de chocolate.

O mais curioso: segundo o blog Mundo das Marcas, o chocolate Wonka é produzido em Caçapava, interior de São Paulo, é exportado para 60 países, mas não é vendido no Brasil…

No Reino Unido, dá pra encontrar o Wonka em qualquer mercadinho da esquina. Veja o site oficial do chocolate.

Saiba mais sobre o incrível Roald Dahl.