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Entrevista: Esmir Filho e Mariana Bastos falam sobre cinema e seu novo filme

5 anos atrás ----- Blog

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Depois do sucesso do filme Alguma Coisa Assim” (2006), premiado em Cannes, os diretores Esmir Filho e Mariana Bastos voltam ao Cultura Inglesa Festival. Dessa vez eles apresentam a continuação da história dos personagens Caio e Mari no curta “Sete Anos Depois” (foto acima). 

Batemos um papo com os dois sobre suas obras mais vistas e as diferentes formas de fazer cinema. Confere aí:

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Vocês já participaram do Cultura Inglesa Festival, em 2006, com o curta “Alguma Coisa Assim”. Agora, sete anos depois, vocês decidem participar novamente com a continuação da história. Como surgiu a ideia de fazer a sequência?

Esmir: Foi meio sem querer! Eu a Mari saímos para beber e reencontrar uns amigos – justamente os dois atores que atuam no curta. E aí, conversa vai, conversa vem, começou a brincadeira “sete anos depois, quanta coisa aconteceu, como estariam os personagens hoje e tal?”

Mariana: Era tão papo de bar na hora! A gente não tinha pretensão nenhuma de fazer o curta, mas ali eu e o Esmir olhamos um para a cara do outro e levamos a ideia a sério. No dia seguinte os atores nem acreditaram quando a gente ligou: “Olha, estamos escrevendo o curta. Vocês topam?”. E aí virou sério.
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E o que a gente pode esperar desse reencontro dos personagens?

Esmir: Na verdade, não é um reencontro só deles. Quando começamos o projeto, pensamos que seria legal inscrevê-lo no Cultura Inglesa Festival de novo. Tem tudo a ver: foi onde a gente fez o primeiro e também, quando a gente estava escrevendo, tinha aquele lance da música do Bowie de sete dias e a relação com os sete anos, enfim. O que aconteceu é que, quando fomos selecionados pelo edital, decidimos chamar exatamente a mesma equipe! Não são só os atores, quase todo mundo da produção está repetindo a dose.

Mari: É interessante ver o que aconteceu com a Mari e com o Caio. Eles eram super amigos e tal, mas de algum jeito se separaram e cada um tocou a sua vida. De repente os dois se reencontram numa cidade que é a mesma mas que agora também está diferente. Tudo muda, não são só eles, e é legal ver o que essas pessoas se tornaram porque tem muito da gente também.

 

Então, pelo jeito, vocês têm boas lembranças do Cultura Inglesa Festival?

Esmir: Putz, foi muito legal! Porque na época, eu me lembro, eram poucos os festivais que davam tanto valor ao curta-metragem e que divulgavam o trabalho. E, ao mesmo tempo que as pessoas assistiam aqui, o curta estava concorrendo em Cannes. Foi o “start”! Então, é muito bom voltar sete anos depois porque a gente celebra um ciclo.

Mari: Incrível! Por meio desse curta muitas outras portas se abriram – desde ir para uma das maiores premiações do mundo até conhecer grandes amigos e estabelecer parcerias de trabalho que acontecem até hoje. E o que eu acho legal também é que o Cultura Inglesa Festival tem essa pegada da galera mais jovem que é muito difícil a gente ter nos editais aqui no Brasil. É um festival que tem muito a nossa cara!

 

Mas, independente dos festivais, vocês fizeram um enorme sucesso com “Tapa na Pantera” no Youtube…

Mari: E nem foi a gente que colocou [no Youtube]. Na verdade, fizemos um vídeo diferente, com outro nome, outra proposta, para entrar no Festival do Minuto. Mas, daí a galera da organização ligou pra gente dizendo que queriam colocar na programação mas podiam considerar apologia, então teríamos que nos responsabilizar e tal. Então, em respeito pela Maria Alice (a atriz) decidimos ficar de fora.

Esmir: E o filme acabou ficando só entre amigos. Mas uma pessoa via, comentava com a outra, e a outra queria assistir também… decidimos inscrever em outros festivais, com uma nova versão porque na anterior perdíamos muitas piadas. E rolou em Gramado e em São Paulo. O problema é que nesse meio tempo alguém jogou na internet e estourou!

Mari: E pra gente, a princípio foi muito ruim porque perdíamos o ineditismo do trabalho e, por consequência, a chance de participar dos festivais. Aí teve aquele preocupação: precisamos tirar da internet! E ninguém estava acostumado com aquilo, quase não conheciam o Youtube na época, e teve um alcance absurdo.

Esmir: Tinha muita gente que achava que era real! Não era, era um documentário fake, uma brincadeira. No fim, acabei gostando da discussão gerada – “eu posso fazer meu curta e colocar na internet!”

 

Os trabalhos de vocês têm muito a ver com o jovem. Vocês se identificam com essa temática?

Mari: Acho que em algum nível sempre tem a ver com a gente. Eu dou um monte de festa, gosto de coisas dinâmicas, me identifico com pessoas que têm esse estilo, tanto na música quanto no cinema. Não que eu não admire as outras coisas, mas eu diria que a minha vida está muito mais para o pop que para o clássico. Rs

Esmir: E eu gosto do espírito do jovem, independente da idade da pessoa. Porque tem muito jovem velho! Jovem, pra mim, é aquele que está sempre buscando coisas novas, que nunca para, gosta de aprender, está sempre em movimento. Essas pessoas me interessam.

 

Pra finalizar: qual a atração do #18CIF que vocês não querem perder?

Esmir: A mostra de cinema! Sempre vem uns filmes legais, que não passaram aqui, de uns diretores britânicos. Também quero ir no show no Memorial da América Latina. Vou com certeza! Parece que vai ser bem legal.

Mari: É, Jesus and Mary Chain é um clássico. E Los Campesinos! tocava nas festas que eu ia quando era mais nova. Acho que vale a pena!

 

Não fique de fora da Invasão Britânica! Confira a agenda completa aqui

Assista ao novíssimo trailer de “Sete Anos Depois”

5 anos atrás ----- 18CIF Blog

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Após sete anos, vários prêmios e algumas mudanças, os personagens do “Alguma Coisa Assim” voltam à cena no Cultura Inglesa Festival. Dessa vez o curta traz o reencontro dos amigos Mari e Caio, tempos depois, em uma São Paulo transformada. Aí em cima tem o trailer com o que a gente pode esperar dessa história. Dá o play!

Com direção de Esmir Filho e Mariana Bastos, o curta Sete Anos Depois tem estreia marcada no #18CIF para o dia 9 de maio, às 19h30.

Veja aqui a programação da mostra de cinema do Festival com todos os horários de exibição. É tudo DE GRAÇA!

 

Curta premiado em Cannes vai ganhar continuação no #18CIF

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa Edital

 

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O ano de 2006 foi bem legal para a dupla Esmir Filho e Mariana Bastos: primeiro, eles dirigiram “Tapa na Pantera”, que bombou na internet como poucos curta-metragens brasileiros já conseguiram. Depois, eles ganharam o prêmio de melhor roteiro na Semana da Crítica do Festival de Cannes com o filme “Alguma Coisa Assim” (que você pode assistir na íntegra ali em cima).

Foi esse curta, patrocinado pelo edital do 10º Cultura Inglesa Festival, que inspirou a participação da dupla no edital de 2014! Eles foram escolhidos pelos curadores novamente e estarão na Mostra de Cinema do #18CIF com o curta “Sete Anos Depois”.

“Sete Anos Depois” vai mostrar os personagens de “Alguma Coisa Assim” mais maduros, mas igualmente amigos (e igualmente confusos). Vai assistindo o primeiro aí em cima para se preparar! Inspirada na música “Seven” do David Bowie, a história do filme tem tudo pra impressionar a gente.

Os horários em que o curta novo vai ser exibido exibido já estão todos aqui, junto com toda a programação de cinema do #18CIF. Não vai perder!

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49 anos atrás
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