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“Say I Am Only Seventeen”: curta inédito do #19CIF é baseado em poema da 1ª Guerra

4 anos atrás ----- 19CIF Blog Cultura Inglesa

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Já centenária, a 1ª Guerra Mundial até hoje é lembrada com pesar e muitas homenagens no Reino Unido. Chamada de The Great War, ela foi um marco na civilização moderna, para o bem e para o mal. Foi a primeira guerra travada em trincheiras e com uso de artilharia pesada contra soldados. Os horrores presenciados por quem lutou foram sem precedentes.

Muitas soldados retratam o que viram em cartas, livros e poemas. E um dos poetas-soldados mais importantes foi o inglês Wilfred Owen, cujo poema “Dulce et Decorum Est” inspira o curta-metragem Say I Am Only Seventeen, de André Catoto Dias.

O curta é um dos vencedores do Edital do #19CIF e estará na programação de cinema do Festival em junho.

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Sinopse

O filme conta a história de um menino que se alista no exército, e arrependido, tenta informar ao seu comandante que tem somente 17 anos.

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Onde e quando assistir

Quinta, 11 de junho
19h
Reserva Cultural – Sala 1

Domingo, 14 de junho
21h30
Reserva Cultural – Sala 1

Terça, 16 de junho
21h
Reserva Cultural – Sala 1

Quarta, 17 de junho
19h
Reserva Cultural – Sala 1

Entrada gratuita!

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Quem faz

Direção: André Catoto Dias
Montagem: Pedro Bezerra Jorge
Roteiro: Aurora Gomes Ibri, André Catoto Dias
Pesquisa: Julia Ribeiro
Bibliografia: Luiz Alberto Vieira Dias
Elenco Principal:
Animação: André Catoto Dias, Luiz Henrique Rodrigues
Ilustração: André Catoto Dias, Jonas Meirelles
Produção: Aurora Gomes Ibri
Câmera: Diogo Sampaio
Estúdio de animação: DnA – Diretor Geral: André Toldo
Direção de Fotografia: André Catoto Dias
Direção de Arte: André Catoto Dias
Pós produção de áudio: Jacarandá
Mixagem: Julian J. Ludwig
Edição de som: Luana Leobas
Trilha Original: Rafael Gama Dantas
Violoncelo: Rafael Cesário
Estúdio de som Cinecolor Digital
Diretor geral: David Trejo
Gerente operacional: Claudio Avino
Coordenação de pós-produção: Marina Herrador
Supervisão técnica: Raul Jooken
Idioma/legendas: Bartira Gomes Ibri, Paolo Demuro, Débora Borba, Julia Ayerbe
Curadoria: Newton Cannito, Gustavo Giani e Daniel Gaggini

 

 

 

Entrevista: Esmir Filho e Mariana Bastos falam sobre cinema e seu novo filme

5 anos atrás ----- Blog

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Depois do sucesso do filme Alguma Coisa Assim” (2006), premiado em Cannes, os diretores Esmir Filho e Mariana Bastos voltam ao Cultura Inglesa Festival. Dessa vez eles apresentam a continuação da história dos personagens Caio e Mari no curta “Sete Anos Depois” (foto acima). 

Batemos um papo com os dois sobre suas obras mais vistas e as diferentes formas de fazer cinema. Confere aí:

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Vocês já participaram do Cultura Inglesa Festival, em 2006, com o curta “Alguma Coisa Assim”. Agora, sete anos depois, vocês decidem participar novamente com a continuação da história. Como surgiu a ideia de fazer a sequência?

Esmir: Foi meio sem querer! Eu a Mari saímos para beber e reencontrar uns amigos – justamente os dois atores que atuam no curta. E aí, conversa vai, conversa vem, começou a brincadeira “sete anos depois, quanta coisa aconteceu, como estariam os personagens hoje e tal?”

Mariana: Era tão papo de bar na hora! A gente não tinha pretensão nenhuma de fazer o curta, mas ali eu e o Esmir olhamos um para a cara do outro e levamos a ideia a sério. No dia seguinte os atores nem acreditaram quando a gente ligou: “Olha, estamos escrevendo o curta. Vocês topam?”. E aí virou sério.
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E o que a gente pode esperar desse reencontro dos personagens?

Esmir: Na verdade, não é um reencontro só deles. Quando começamos o projeto, pensamos que seria legal inscrevê-lo no Cultura Inglesa Festival de novo. Tem tudo a ver: foi onde a gente fez o primeiro e também, quando a gente estava escrevendo, tinha aquele lance da música do Bowie de sete dias e a relação com os sete anos, enfim. O que aconteceu é que, quando fomos selecionados pelo edital, decidimos chamar exatamente a mesma equipe! Não são só os atores, quase todo mundo da produção está repetindo a dose.

Mari: É interessante ver o que aconteceu com a Mari e com o Caio. Eles eram super amigos e tal, mas de algum jeito se separaram e cada um tocou a sua vida. De repente os dois se reencontram numa cidade que é a mesma mas que agora também está diferente. Tudo muda, não são só eles, e é legal ver o que essas pessoas se tornaram porque tem muito da gente também.

 

Então, pelo jeito, vocês têm boas lembranças do Cultura Inglesa Festival?

Esmir: Putz, foi muito legal! Porque na época, eu me lembro, eram poucos os festivais que davam tanto valor ao curta-metragem e que divulgavam o trabalho. E, ao mesmo tempo que as pessoas assistiam aqui, o curta estava concorrendo em Cannes. Foi o “start”! Então, é muito bom voltar sete anos depois porque a gente celebra um ciclo.

Mari: Incrível! Por meio desse curta muitas outras portas se abriram – desde ir para uma das maiores premiações do mundo até conhecer grandes amigos e estabelecer parcerias de trabalho que acontecem até hoje. E o que eu acho legal também é que o Cultura Inglesa Festival tem essa pegada da galera mais jovem que é muito difícil a gente ter nos editais aqui no Brasil. É um festival que tem muito a nossa cara!

 

Mas, independente dos festivais, vocês fizeram um enorme sucesso com “Tapa na Pantera” no Youtube…

Mari: E nem foi a gente que colocou [no Youtube]. Na verdade, fizemos um vídeo diferente, com outro nome, outra proposta, para entrar no Festival do Minuto. Mas, daí a galera da organização ligou pra gente dizendo que queriam colocar na programação mas podiam considerar apologia, então teríamos que nos responsabilizar e tal. Então, em respeito pela Maria Alice (a atriz) decidimos ficar de fora.

Esmir: E o filme acabou ficando só entre amigos. Mas uma pessoa via, comentava com a outra, e a outra queria assistir também… decidimos inscrever em outros festivais, com uma nova versão porque na anterior perdíamos muitas piadas. E rolou em Gramado e em São Paulo. O problema é que nesse meio tempo alguém jogou na internet e estourou!

Mari: E pra gente, a princípio foi muito ruim porque perdíamos o ineditismo do trabalho e, por consequência, a chance de participar dos festivais. Aí teve aquele preocupação: precisamos tirar da internet! E ninguém estava acostumado com aquilo, quase não conheciam o Youtube na época, e teve um alcance absurdo.

Esmir: Tinha muita gente que achava que era real! Não era, era um documentário fake, uma brincadeira. No fim, acabei gostando da discussão gerada – “eu posso fazer meu curta e colocar na internet!”

 

Os trabalhos de vocês têm muito a ver com o jovem. Vocês se identificam com essa temática?

Mari: Acho que em algum nível sempre tem a ver com a gente. Eu dou um monte de festa, gosto de coisas dinâmicas, me identifico com pessoas que têm esse estilo, tanto na música quanto no cinema. Não que eu não admire as outras coisas, mas eu diria que a minha vida está muito mais para o pop que para o clássico. Rs

Esmir: E eu gosto do espírito do jovem, independente da idade da pessoa. Porque tem muito jovem velho! Jovem, pra mim, é aquele que está sempre buscando coisas novas, que nunca para, gosta de aprender, está sempre em movimento. Essas pessoas me interessam.

 

Pra finalizar: qual a atração do #18CIF que vocês não querem perder?

Esmir: A mostra de cinema! Sempre vem uns filmes legais, que não passaram aqui, de uns diretores britânicos. Também quero ir no show no Memorial da América Latina. Vou com certeza! Parece que vai ser bem legal.

Mari: É, Jesus and Mary Chain é um clássico. E Los Campesinos! tocava nas festas que eu ia quando era mais nova. Acho que vale a pena!

 

Não fique de fora da Invasão Britânica! Confira a agenda completa aqui

Assista ao novíssimo trailer de “Sete Anos Depois”

5 anos atrás ----- 18CIF Blog

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Após sete anos, vários prêmios e algumas mudanças, os personagens do “Alguma Coisa Assim” voltam à cena no Cultura Inglesa Festival. Dessa vez o curta traz o reencontro dos amigos Mari e Caio, tempos depois, em uma São Paulo transformada. Aí em cima tem o trailer com o que a gente pode esperar dessa história. Dá o play!

Com direção de Esmir Filho e Mariana Bastos, o curta Sete Anos Depois tem estreia marcada no #18CIF para o dia 9 de maio, às 19h30.

Veja aqui a programação da mostra de cinema do Festival com todos os horários de exibição. É tudo DE GRAÇA!

 

Duas histórias de amor na telona do #17CIF

6 anos atrás ----- Blog

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Lia e o Anjo

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Você sabe que o Cultura Inglesa Festival é inspirado na cultura britânica, certo? Este ano duas histórias bonitas de amor inspiraram dois curtas-metragens da nossa programação.

Sim, existe amor também no blog do Cultura Inglesa Festival! 

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O anjo de William Blake

“Lia e o Anjo”, de Rodrigo Diaz Diaz, conta a história de uma garota de 12 anos surpreendida por um anjo que entra em seu quarto. Eles viram amigos, e o anjo promete virar gente. Mas ela já está com 17 anos, e não sabe se pode esperar…

O curta é inspirado no poema “The Angel”, de William Blake, um dos maiores poetas de língua inglesa da história! Ele viveu no período romântico, e além de escritor, foi um ilustrador de mão cheia.

Anjos parecem ser uma das fixações do poeta. Casado a vida inteira com a mesma mulher, no dia da sua morte ele disse para ela, que chorava: “Stay Kate! Keep just as you are – I will draw your portrait – for you have ever been an angel to me”. Depois de terminar o retrato, ele morreu.

Bonito, não?

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O romance vitoriano

Já o curta “Muros Entre Nós”, de Chico Toledo, é inspirado na história do casal de poetas Elizabeth e Robert Browning, que viveram durante a Era Vitoriana. Elizabeth era filha de um pai muito rígido e ciumento, ele não permitia que nenhuma de suas filhas se casassem! Para piorar, ela sofria de muitas doenças… mas nada que o amor não curasse. Ela “fugiu” com o já renomado poeta Robert para a Itália, depois de trocar correspondências com ele por anos.

Não só ela se curou, como se tornou ela também uma poeta amplamente reconhecida por sua obra! O curta recupera esta ideia de uma relação nascida através de diálogos artísticos, contando a história de dois adolescentes paulistanos que se apaixonam através de grafites, lambe-lambes, ilustrações, e mais intevenções urbanas.

Estes curtas serão exibidos antes das sessões da mostra de Cinema Britânico Contemporâneo e Rockumentários Britânicos. E são inéditos!

 

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49 anos atrás
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