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Tag: Culture

BritQuiz: A deusa por trás do ícone dos Rolling Stones

5 anos atrás ----- Blog BritQuiz Cultura Inglesa

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Em 1971, Mick Jagger convidou a sua casa um estudante de design da Royal College of Art, para discutir com ele a criação de um logo para os Rolling Stones.

Foi John Pasche, de então 26 anos, o escolhido para a façanha: ele recebeu a exorbitante – só que não –  quantia de £50 para desenhar o que é, agora, a língua mais famosa da música mundial. E o pior é que, em 2008, o logo original (este acima) foi vendido por mais de 50 mil libras para o museu britânico V&A… Contamos essa história toda neste post aqui!

Mas tem outro lance legal envolvendo essa língua. Ela é inspirada em uma deusa hindu, Kali, além claro na boca enorme do Mick Jagger. Deusa da morte e da natureza, ela está associada à criatividade e também à energia vital. Considerando a rica criação e a longevidade da banda, tem tudo a ver, não? O logo ainda faz menção à liberdade de expressão que a banda tinha, nas palavras de seu criador.

 

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Com Rolling Stones é assim, nunca uma música é só uma música, e um logo é só um logo! 

 

[The Insider] Os sonhos feitos de queijo e os melhores chalkboards do UK

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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Lembra dessa música? É Sweet Dreams (Are Made of This), o clássico de 1983 da dupla britânica Eurythmics, a ex-banda da Annie Lenox!
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Bela inspiração para um chalkboard, não?

Todo pub inglês que se preza tem um chalkboard ou blackboard na porta ou na vitrine.

Mas os pubs ganharam concorrência e muitos cafés, lojas, restaurantes e bancas de jornal no Reino Unido também se utilizam dessas lousas para chamar a atenção de quem passa.

Esse da foto eu encontrei numa loja de queijo na rua Fortis Green, no bairro de Muswell Hill, norte de Londres.

(Bairro que, diga-se, mora Carl Barat, do Libertines, nosso DJ no 17º CIF!)

O “Sweet Dreams Are Made of Cheese” virou querido em Muswell Hill e os donos nunca mais apagaram a gracinha – apenas retocam com giz de tempos em tempos.
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A loja, chamada Cheeses, é bastante tradicional (tem quase 30 anos) e vende queijos, derivados e alguns artefatos relacionados ao tema. Tem até um perfil razoavelmente popular no Twitter.

chalkboard musical da Cheeses me fez caçar na internet os mais criativos já encontrados aqui no Reino Unido. Dá uma olhada na sequência abaixo!
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Crianças bem-comportadas são bem-vindas. As demais vão virar torta

Tá tudo bem? Venha tomar um drink

sopa do dia

 

Nosso café uma experiência que giz não é capaz de transmitir

 

Lembre-se: estresse é sobremesa escrito ao contrário

 

Feliz Aniversário! (Uma em 365 pessoas vai achar essa placa assustadora)

 

Wi-fi de graça, ótima cerveja

 

<- Bebida, comida e diversão
Vida real->

 

Álcool! Porque nenhuma grande história começa com comendo uma salada

 

Por que não postar no Instagram essa placa hilária

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As fotos do Cheeses são do blog do Festival, as demais são via ThePoke.co.uk

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[The Insider] Por dentro de um jogo do futebol inglês

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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O futebol é uma língua universal, sem dúvida.

O esporte que é jogado em Glasgow é o mesmo jogado em São Luís do Maranhão. Mas a relação que os torcedores tem com o futebol muda a cada esquina.

Uma adorável senhora chamada Sue Smith, moradora do bairro de Islington, norte de Londres, levou o blog do Cultura Inglesa Festival a um jogo do Arsenal, o time local, para nos mostrar como é ver de perto uma típica partida da Premier League (a 1ª divisão do campeonato inglês).

E, para quem é fanático pelo futebol brasileiro, é uma experiência bastante esquisita.
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No meio caminho havia um pub

Para começo de conversa, não há ingresso à venda na bilheteria do estádio.

Quem tem direito, compra ingresso pela internet.

A família de Sue tem “membership” para a temporada toda – ou seja, são o que conhecemos por sócios e têm direito a comprar ingresso para todos os jogos (que custam em torno de 35 a 90 libras).

Só sobra ingresso para o público em geral se os sócios ouro, prata e bronze não comprarem todos antes. O que só acontece em partidas amistosas ou em campeonatos secundários. 

Com a carteirinha da Sue em mãos, saímos da estação do metrô de Highbury & Islington e vamos a pé até o Emirates Stadium (uma caminhada de 10 minutos) para assistir Arsenal x Norwich, jogo válido pela 8ª rodada da liga inglesa.

Mas a primeira parada é, claro, num pub!

Há muitos pubs pelo caminho. E em dias de jogos, a maioria só aceita torcedores do Arsenal.

No pub que concentra os torcedores mais fanáticos do time (e fica dentro de uma universidade para ser mais “exclusivo”), só entra quem tem ingresso pro jogo.
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Tomamos um pint secando o Liverpool, rival do Arsenal que brigava também pela liderança da Premier League.

“Esse pub é obrigatório antes de um jogo aqui no Emirates”, conta Sue. “Mesmo quando a partida começa às 11h da manhã”.

Os torcedores visitantes também têm seu pub. Não importa o time, o pub de quem joga contra o Arsenal é sempre o Drayton Park.

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E ninguém mexe com eles ali. O clima é muito pacífico e ordeiro em todo o entorno do estádio.

Essa faixa para os torcedores do Norwich na entrada do estádio diz tudo:

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Dentro da “biblioteca”

Os 60 mil torcedores entram em cima da hora de uma vez só no estádio. Como cada setor do Emirates tem muitos portões, e cada ingresso só funciona na catraca do seu setor, a vazão é muito rápida.

Dentro do estádio, o clima é alegre, mas não festivo. Logo de cara, a atmosfera lembra mais a de um show de alguma banda grande do britpop do que a de um jogo de futebol.

A torcida grita o nome de alguns jogadores e a partida começa.

O adversário do dia é o Norwich, um time do interior que briga para não cair para a 2ª divisão.

Logo de cara, o Arsenal faz um golaço. Achei que a torcida ia finalmente explodir. Mas, não é bem o que acontece. Feliz da vida, os torcedores seguem sentados, cantando umas músicas curtinhas de vez em quando e batendo palma em algumas jogadas.

Sue canta todas elas.

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Os ingleses são, sim, fanáticos por futebol. A média de público da segunda divisão da Inglaterra, por exemplo, é maior do que a média da nossa primeira divisão.

Mas a entrega, a devoção, não é a mesma. Só ver que na Copa, o país não pára para ver a Seleção. 

Falta uma latinidade. Somo muito mais apaixonados e vibrantes (e agressivos também, diga-se de passagem).

E a torcida do Arsenal é famosa na Inglaterra por ser particularmente silenciosa.

O antigo estádio do time, o Highbury, foi apelidado pelos rivais de “library” (biblioteca)!

“Se você for num jogo do Millwall, time do sul de Londres, vai ver mais bagunça. Eles são os piores hooligans da Inglaterra. Aqui é tudo muito tranquilo”, revela nossa amiga Sue.

Embora mais devagar, a torcida do Arsenal é bastante interessante. É a torcida mais democrática do país. Ela abraça gente de todo credo, cor, orientação sexual e nacionalidade. A maioria dos imigrantes de Londres acabam virando “gunners” (o apelido dos torcedores). 

“O senhor que é sócio do assento na nossa frente é um executivo americano que se apaixonou pelo futebol. Ele viaja muito, mas quando está na cidade, sempre vem aos jogos de terno e gravata”, diz Sue, sobre seu vizinho de cadeira.

À esquerda de onde estamos sentado tem uma faixa “Arsenal Indonésia”, à direita, “Arsenal Bulgária”, na frente: “Arsenal Japão”.

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“Aquela lá eu nunca tinha visto! É nova, que ótima”, exclama Sue, apontado para a faixa dos torcedores gays. Imagina uma dessa no Morumbi ou no Mineirão? Pois é.

As músicas que a torcida canta são curtas, mas ótimas. E apenas uma tem algum teor bélico (a que eles dizem odiar o Tottenham, rival do norte de Londres). As demais são, digamos, fofas.

Fundado em 1886, o time é um dos mais vencedores e tradicionais clubes do futebol inglês.

A primeira transmissão de uma partida de futebol ao vivo pela tevê tinha o Arsenal em campo.

 

Fim fo primeiro tempo, hora de mais um pint 

O canto que mais diverte a torcida é o da “guerra de arquibancadas”. A galera do leste do estádio grita que é a “margem leste do Highbury” (a letra ainda contém o nome do estádio antigo), enquanto que o norte grita que é o norte. O oeste nunca se manifesta. Veja no vídeo acima. 

A outra ponta do estádio chama-se “clock end” (porque tem um relógio).

Aliás, outra diferença em relação ao nosso futebol: o tempo do jogo aparece no telão, assim como o replay de algumas jogadas (inclusive jogadas polêmicas). No Brasil, nada disso é permitido.

Antes mesmo do juiz apitar o fim do 1º tempo, a galera já corre para comprar cerveja, cachorro-quente, torta ou fish’n’ chips.

“Outro dia, um canal de esportes fez um levantamento sobre quantos gols as pessoas que saem para comprar um pint perdem, e a quantidade é imensa”, me conta um torcedor do Arsenal. Mas olha o tamanho da fila no intervalo:

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4×1 pro Arsenal, placar final. Da mesma maneira que entraram, a galera sai. Em cinco minutos já não tem mais ninguém no estádio!

E os 60 mil torcedores se dispersam pelo bairro de Highbury.

A maioria provavelmente atrás do próximo pub.

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A verdadeira fantástica fábrica de chocolates

5 anos atrás ----- Blog

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Bom, todo mundo sabe que a fantástica fábrica de chocolate do Willy Wonka é obra de ficção.

Mas, desde 1971, as barras Wonka podem ser encontradas de verdade nos mercados de alguns países. Foi neste ano em que nasceu a The Willy Wonka Candy Company (a real fábrica de chocolates), na esteira do lançamento do primeiro filme baseado na obra clássica de Roald Dahl (“Charlie & The Chocolate Factory”, de 1963).

A Nestlè comprou a marca em 1988 e criou mais doces com a marca Wonka, além das tradicionais barras de chocolate.

O mais curioso: segundo o blog Mundo das Marcas, o chocolate Wonka é produzido em Caçapava, interior de São Paulo, é exportado para 60 países, mas não é vendido no Brasil…

No Reino Unido, dá pra encontrar o Wonka em qualquer mercadinho da esquina. Veja o site oficial do chocolate.

Saiba mais sobre o incrível Roald Dahl.

TOP 5 – Placas esquisitas do Reino Unido

5 anos atrás ----- Blog Top 5

Nada de piadinhas do tipo “mas não são fotos de Portugal?”, essas placas são inglesas mesmo!

As duvidosas, não muito úteis, e às vezes surreais placas de trânsito do país somam 9 mil segundo o departamento nacional de trânsito. As autoridades estão querendo acabar com essa confusão (veja matéria do Telegraph, em inglês), mas a gente pinçou aqui as 5 mais legais:

 

Top5 O grande problema das Highlands escocesas: os bodes selvagens

bodes ferozes da Escócia
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Top4 Não há entradas à direita pelas próximas 10 milhas. Mas não é bem assim

As placas estranhas do coutryside...
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Top3É secreto, mas está à esquerda… 

 SECRET Nucler Bunker - to the left 
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Top2 Duas placas pra avisar que Stonehenge está logo ali

Too much signs in Stonehenge
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Top1 Ok, thank you

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49 anos atrás
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