Web Content Viewer
Cultura Inglesa Arquivos cultural differences - Blog - Cultura Inglesa

Tag: cultural differences

Top 5 – Tradições mais britânicas de Natal

1 ano atrás ----- Blog Top 5

Tem uma tradição natalina britânica que se espalhou por todos os países de língua inglesa: beijar alguém debaixo da árvore do visco (“mistletoe”, em inglês). Uma outra tradição ficou mesmo só na Inglaterra: em vez de “Esqueceram de Mim”, os britânicos costumam assistir Love Actually na tevê TODO ANO!

Confira as Top 5 Tradições de Natal britânicas:

Screen Shot 2016-12-16 at 13.52.34
No Reino Unido, diz-se que quem mantém as decorações por mais de 12 dias depois do Natal vai ter má sorte no novo ano. As fairy lights são montadas nas casas com bastante antecedência, mas assim que o natal termina, elas somem!

Screen Shot 2016-12-16 at 13.57.19


Essa tradição
começou há mais de 80 anos, quando o rei George V fez um discurso público no dia do Natal, às 3 horas da tarde. Transmitido então pelo rádio, o discurso se mantém até hoje, mas agora também vai ao ar pela TV e pela internet. A Rainha Elizabeth II fala com todas as nações da Commonwealth no dia do Natal há 64 anos! Haja criatividade para tanta mensagem natalina…

Screen Shot 2016-12-16 at 14.23.42

1995964
Assim como o discurso da rainha e o filme Love Actually, o especial de Natal do Doctor Who também faz todo mundo sentar apertadinho no sofá – neste caso, para assistir o episódio inédito (e normalmente eletrizante) na BBC.

Screen Shot 2016-12-16 at 14.25.21

silhouette-advent-calendar

As quatro semanas antecedentes ao Natal são chamadas pelos cristãos de advento. É um tempo de reflexão e arrependimento, mas também de ansiedade pela chegada do 25 de dezembro. No Reino Unido, o aspecto religioso se esvaiu e essa tradição acabou virando um calendário divertido, o Advent Calendar. Com pequenas portinhas, esse calendário pode contar histórias, poemas ou esconder pequenos presentes para cada um dos dias de dezembro que antecedem o Natal.

Screen Shot 2016-12-16 at 14.27.41

crackers_2435260b

Essa tradição, presente também em toda a Commonwealth, é uma das mais populares do Natal britânico. No dia 25, durante o chamado mid-day dinner, cada pessoa sentada à mesa recebe um cracker, que é um rolinho de papelão embalado, como se fosse um bom-bom, em um papel de presente. Puxando as pontas dessa embalagem, abrem-se os crackers, e de dentro saem presentinhos, poemas, piadas ou coroas de papel. Essas coroas, depois, costumam ser usadas por todos os convidados durante a ceia.

Merry Christmas, everyone!!

O tumblr que traduz do inglês para o… inglês

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

Screen Shot 2014-04-03 at 20.53.59

Desde que a redação do jornal britânico The Guardian abriu um escritório em Nova York, pequenas confusões passaram a surgir quase que diariamente na cabeça dos leitores americanos do periódico.

Em seguida, o uso de palavras tipicamente americanas e a abordagem de temas bem mais populares nos EUA deram nós nas cabeças dos britânicos e explicitaram as inúmeras diferenças culturais que existem entre esses dois países.

Pensando nisso, em maio de 2013 o jornal criou um Tumblr chamado “English to English”. Lá, são levantados e respondidos comentários e dúvidas dos próprios leitores, junto com a publicação de comparações entre as duas culturas (incluindo, às vezes, outros países anglófonos como a Austrália e o Canadá).

Os temas abordados vão desde ortografia até gastronomia e relacionamentos. Vale a leitura para ver que a compreensão de uma língua não tem a ver apenas com seu domínio “teórico”, mas também com o conhecimento da cultura particular de cada região: http://english2english.tumblr.com/

 

tumblr_n0u8n9DY2B1sqqf54o1_500

TOP 5 – Comidas inglesas que podem te enganar

4 anos atrás ----- Cultura Inglesa

Dizem por aí que os países têm “culinária” e o Reino Unido só tem “comida” – mas, pouco a pouco, essa fama vem se desfazendo. A cozinha britânica vem se modernizando há um tempinho, e, hoje em dia, uma grande parte dos chefs mais famosos do mundo vêm do UK.

Mesmo assim, se você for procurar conhecer um pouco melhor a gastronomia britânica tradicional, vai ficar, no mínimo, intrigado. Não estamos acostumados a alguns dos ingredientes que eles curtem usar, e, mesmo quando o conteúdo do prato é comum, ele pode vir apresentado da maneira mais bizarra possível. Além disso, eles têm mil tortas e pudins diferentes, que – veja só – podem ou não ser doces. Selecionamos os pratos típicos britânicos que, além de gostosos, podem te confundir – será que você consegue distinguir qual é doce e qual é salgado?

 

Top5  Yorkshire Puddings

 

76fbe74258da8bc1371ed0018bc83589

Sim, eles são chamados de pudim, mas, não, eles não se parecem com o pudim que você conhece.
Diz-se que esses bolinhos fritos surgiram como maneira de reutilizar a gordura que sobrava (e pingava) de carne assada no espeto. Entendeu, né? Eles não são servidos na hora da sobremesa, não.
Veja a receita aqui.

Top4 Steak and Ale Pudding

 

7744012_orig

Esse pudim pode até ser um pouco mais parecido com o que você conhece. Mas quem sabe o nome já tenha entregado a charada… O Steak and Ale Pudding é feito de carne.
Veja a receita aqui.

Top3 Ecclefechan Tart

 

Ecclefechan-tart-1

Até aqui, você já aprendeu que o fato de um prato se chamar “torta” e ter cara de torta não quer dizer nada.
Olhando o recheio dessa daqui, salames e carnes secas podem vir à cabeça. Mas não… Essa torta escocesa é doce mesmo.
Veja a receita aqui.

Top2 Black Bun Cake

 

black bun cake

Parece um empadão, mas tem nome de bolo…
O Black Bun Cake geralmente é servido na noite de Ano Novo – na hora da sobremesa.
Veja a receita aqui.

Top1 Stottie Cakes

stottie cakes

Os Stottie Cakes podem até parecer estar repletos de açúcar, nessa foto.
Mas eles não são bolinhos, e sim pãezinhos (salgados) escoceses, geralmente recheados com presunto, bacon e linguiças.
Veja a receita aqui.

Conseguiu acertar qual comida é o quê? Conheça melhor a culinária britânica – a tradicional e a moderna -, aprendendo várias receitas no nosso Pinterest!

.

[The Insider] Por dentro de um mercado de Natal londrino

4 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

.
Londres está comemorando o Natal desde outubro! E um dos pontos altos da cidade no período das festas de fim de ano é o mercado de Natal do Southbank, que fica pertinho da London Eye (dá pra ver ela no vídeo aí iluminada de azul).

Dá uma olhada aí em cima, tem de neve falsa que nasce na minha mão até alcaçuzes gigantescos.

Nascidos na Alemanha, esses “Christmas markets” são bastente tradicionais na Inglaterra já e o do Southbank é um dos mais populares de Londres.

A trilha sonora principal do vídeo é uma “Christmas carol” (cantiga de natal) de origem galesa chamada Deck The Halls. Com melodia criada no século XVI e a letra em inglês adicionada no século XIX, ela ainda hoje é uma das cantigas natalinas mais populares.

A segunda música que toca no vídeo é Rockin Around the Christmas Tree.

Se quiser saber mais das minhas andanças pro Londres, clique aqui.

Merry Christmas!!

[The Insider] Por dentro de um concerto brasileiro em Londres

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

.
O insider do Cultura Inglesa Festival se infiltrou nos bastidores do Southbank Centre (um dos maiores, senão o maior, centro cultural da Inglaterra) para mostrar como é um típico concerto em Londres visto de dentro.

Na Inglaterra, a música clássica é pop. Todo ano os maiores nomes do gênero passam pelas várias casas de espetáculo da capital. E a preços acessíveis (o ingresso mais barato costuma custar 9 libras).

A Orquestra Sinfônica de São Paulo tocou pela primeira vez no Royal Festival Hall (o hall de concertos do Southbank Centre) no dia 23 de outubro. Essa turnê europeia da Osesp marcou o início das comemorações dos 60 anos da orquestra.

Quer ver uma música inteira deste concerto? Clique aqui.
.

*As imagens em close da maestra são reproduções desta matéria do Jornal da Globo gravada no mesmo dia.

.
.

13_CIF_insider_arsenal

[The Insider] As gírias londrinas que incomodam muita gente

4 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

.

Nos bairros mais periféricos de Londres um inglês cheio de gírias, urbano, e que virou moda entre os adolescentes (fenômeno que parece ser natural em toda cidade grande) começa a incomodar os mais conservadores.

E alguns vícios de linguagem e gírias desse jeito de falar está sendo abertamente combatido.

Uma escola do sul de Londres recentemente proibiu o uso de alguns termos nas suas dependências (veja foto acima).

O assunto virou pauta nos jornais e na internet. Um deputado ex-secretário da educação elogiou a medida, “pois ninguém vai arrumar emprego falando desse jeito”, mas muita gente a considerou autoritária e até preconceituosa. 

No “index” de palavras censuradas pela Harris Academy está “basically” (basicamente), mas apenas no início das frases, que é onde ela virou mania, e alguns termos super comuns em toda Londres, como “innit”. Veja os demais termos da lista e seus significados:
.

Coz – abreviação de ‘because’ (porque). Exemplo: “I’m not gonna play football today coz it’s cold“.

Like – no sentido de “tipo” (exatamente o mesmo vício que muitos paulistanos têm, “se a gente tivesse saído, tipo, uma hora antes, chegava a tempo). É influência do inglês americano. Exemplo: ‘School dinner was, like, lasagna’.

Bare – Bastante, muito. Exemplo: ‘Shakespeare had bare influence on the English language’.

Extra – sem sentido, besta, “nada a ver”. Exemplo: ‘Kafka’s novella The Metamorphosis is extra’.

Innit – abreviação de “isn’t it?”, que, por sua vez, é a abreviação aceita pela língua formal de “is not it?”. Curioso, não? A nova abreviação ainda é mal vista. Exemplo: ‘That is good food, innit?’ 

You Woz – é um jeito de falar “was” (conjugação do verbo “to be” no passado) na pessoa errada. O correto é “you were” e “we were”.

Yeah – no final das frases, tem o mesmo sentido de “né” para nós. “He was there, yeah?”, equivale a “Ele estava lá, né”?
.

CIF_insider_azul

[The Insider] Os sonhos feitos de queijo e os melhores chalkboards do UK

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

cheesechalk

.
Lembra dessa música? É Sweet Dreams (Are Made of This), o clássico de 1983 da dupla britânica Eurythmics, a ex-banda da Annie Lenox!
.

.
Bela inspiração para um chalkboard, não?

Todo pub inglês que se preza tem um chalkboard ou blackboard na porta ou na vitrine.

Mas os pubs ganharam concorrência e muitos cafés, lojas, restaurantes e bancas de jornal no Reino Unido também se utilizam dessas lousas para chamar a atenção de quem passa.

Esse da foto eu encontrei numa loja de queijo na rua Fortis Green, no bairro de Muswell Hill, norte de Londres.

(Bairro que, diga-se, mora Carl Barat, do Libertines, nosso DJ no 17º CIF!)

O “Sweet Dreams Are Made of Cheese” virou querido em Muswell Hill e os donos nunca mais apagaram a gracinha – apenas retocam com giz de tempos em tempos.
.

doublecheese

.
A loja, chamada Cheeses, é bastante tradicional (tem quase 30 anos) e vende queijos, derivados e alguns artefatos relacionados ao tema. Tem até um perfil razoavelmente popular no Twitter.

chalkboard musical da Cheeses me fez caçar na internet os mais criativos já encontrados aqui no Reino Unido. Dá uma olhada na sequência abaixo!
.
.

Crianças bem-comportadas são bem-vindas. As demais vão virar torta

Tá tudo bem? Venha tomar um drink

sopa do dia

 

Nosso café uma experiência que giz não é capaz de transmitir

 

Lembre-se: estresse é sobremesa escrito ao contrário

 

Feliz Aniversário! (Uma em 365 pessoas vai achar essa placa assustadora)

 

Wi-fi de graça, ótima cerveja

 

<- Bebida, comida e diversão
Vida real->

 

Álcool! Porque nenhuma grande história começa com comendo uma salada

 

Por que não postar no Instagram essa placa hilária

.

As fotos do Cheeses são do blog do Festival, as demais são via ThePoke.co.uk

.

[The Insider] Por dentro de um jogo do futebol inglês

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

.
O futebol é uma língua universal, sem dúvida.

O esporte que é jogado em Glasgow é o mesmo jogado em São Luís do Maranhão. Mas a relação que os torcedores tem com o futebol muda a cada esquina.

Uma adorável senhora chamada Sue Smith, moradora do bairro de Islington, norte de Londres, levou o blog do Cultura Inglesa Festival a um jogo do Arsenal, o time local, para nos mostrar como é ver de perto uma típica partida da Premier League (a 1ª divisão do campeonato inglês).

E, para quem é fanático pelo futebol brasileiro, é uma experiência bastante esquisita.
.

No meio caminho havia um pub

Para começo de conversa, não há ingresso à venda na bilheteria do estádio.

Quem tem direito, compra ingresso pela internet.

A família de Sue tem “membership” para a temporada toda – ou seja, são o que conhecemos por sócios e têm direito a comprar ingresso para todos os jogos (que custam em torno de 35 a 90 libras).

Só sobra ingresso para o público em geral se os sócios ouro, prata e bronze não comprarem todos antes. O que só acontece em partidas amistosas ou em campeonatos secundários. 

Com a carteirinha da Sue em mãos, saímos da estação do metrô de Highbury & Islington e vamos a pé até o Emirates Stadium (uma caminhada de 10 minutos) para assistir Arsenal x Norwich, jogo válido pela 8ª rodada da liga inglesa.

Mas a primeira parada é, claro, num pub!

Há muitos pubs pelo caminho. E em dias de jogos, a maioria só aceita torcedores do Arsenal.

No pub que concentra os torcedores mais fanáticos do time (e fica dentro de uma universidade para ser mais “exclusivo”), só entra quem tem ingresso pro jogo.
.

Screen Shot 2013-10-30 at 13.18.00Screen Shot 2013-10-30 at 13.18.35

.
Tomamos um pint secando o Liverpool, rival do Arsenal que brigava também pela liderança da Premier League.

“Esse pub é obrigatório antes de um jogo aqui no Emirates”, conta Sue. “Mesmo quando a partida começa às 11h da manhã”.

Os torcedores visitantes também têm seu pub. Não importa o time, o pub de quem joga contra o Arsenal é sempre o Drayton Park.

Screen Shot 2013-10-30 at 13.19.17

.
E ninguém mexe com eles ali. O clima é muito pacífico e ordeiro em todo o entorno do estádio.

Essa faixa para os torcedores do Norwich na entrada do estádio diz tudo:

Screen Shot 2013-10-30 at 13.20.09

.

Dentro da “biblioteca”

Os 60 mil torcedores entram em cima da hora de uma vez só no estádio. Como cada setor do Emirates tem muitos portões, e cada ingresso só funciona na catraca do seu setor, a vazão é muito rápida.

Dentro do estádio, o clima é alegre, mas não festivo. Logo de cara, a atmosfera lembra mais a de um show de alguma banda grande do britpop do que a de um jogo de futebol.

A torcida grita o nome de alguns jogadores e a partida começa.

O adversário do dia é o Norwich, um time do interior que briga para não cair para a 2ª divisão.

Logo de cara, o Arsenal faz um golaço. Achei que a torcida ia finalmente explodir. Mas, não é bem o que acontece. Feliz da vida, os torcedores seguem sentados, cantando umas músicas curtinhas de vez em quando e batendo palma em algumas jogadas.

Sue canta todas elas.

Screen Shot 2013-10-30 at 14.22.30

.
Os ingleses são, sim, fanáticos por futebol. A média de público da segunda divisão da Inglaterra, por exemplo, é maior do que a média da nossa primeira divisão.

Mas a entrega, a devoção, não é a mesma. Só ver que na Copa, o país não pára para ver a Seleção. 

Falta uma latinidade. Somo muito mais apaixonados e vibrantes (e agressivos também, diga-se de passagem).

E a torcida do Arsenal é famosa na Inglaterra por ser particularmente silenciosa.

O antigo estádio do time, o Highbury, foi apelidado pelos rivais de “library” (biblioteca)!

“Se você for num jogo do Millwall, time do sul de Londres, vai ver mais bagunça. Eles são os piores hooligans da Inglaterra. Aqui é tudo muito tranquilo”, revela nossa amiga Sue.

Embora mais devagar, a torcida do Arsenal é bastante interessante. É a torcida mais democrática do país. Ela abraça gente de todo credo, cor, orientação sexual e nacionalidade. A maioria dos imigrantes de Londres acabam virando “gunners” (o apelido dos torcedores). 

“O senhor que é sócio do assento na nossa frente é um executivo americano que se apaixonou pelo futebol. Ele viaja muito, mas quando está na cidade, sempre vem aos jogos de terno e gravata”, diz Sue, sobre seu vizinho de cadeira.

À esquerda de onde estamos sentado tem uma faixa “Arsenal Indonésia”, à direita, “Arsenal Bulgária”, na frente: “Arsenal Japão”.

Screen Shot 2013-10-30 at 13.20.50

.
“Aquela lá eu nunca tinha visto! É nova, que ótima”, exclama Sue, apontado para a faixa dos torcedores gays. Imagina uma dessa no Morumbi ou no Mineirão? Pois é.

As músicas que a torcida canta são curtas, mas ótimas. E apenas uma tem algum teor bélico (a que eles dizem odiar o Tottenham, rival do norte de Londres). As demais são, digamos, fofas.

Fundado em 1886, o time é um dos mais vencedores e tradicionais clubes do futebol inglês.

A primeira transmissão de uma partida de futebol ao vivo pela tevê tinha o Arsenal em campo.

 

Fim fo primeiro tempo, hora de mais um pint 

O canto que mais diverte a torcida é o da “guerra de arquibancadas”. A galera do leste do estádio grita que é a “margem leste do Highbury” (a letra ainda contém o nome do estádio antigo), enquanto que o norte grita que é o norte. O oeste nunca se manifesta. Veja no vídeo acima. 

A outra ponta do estádio chama-se “clock end” (porque tem um relógio).

Aliás, outra diferença em relação ao nosso futebol: o tempo do jogo aparece no telão, assim como o replay de algumas jogadas (inclusive jogadas polêmicas). No Brasil, nada disso é permitido.

Antes mesmo do juiz apitar o fim do 1º tempo, a galera já corre para comprar cerveja, cachorro-quente, torta ou fish’n’ chips.

“Outro dia, um canal de esportes fez um levantamento sobre quantos gols as pessoas que saem para comprar um pint perdem, e a quantidade é imensa”, me conta um torcedor do Arsenal. Mas olha o tamanho da fila no intervalo:

.
4×1 pro Arsenal, placar final. Da mesma maneira que entraram, a galera sai. Em cinco minutos já não tem mais ninguém no estádio!

E os 60 mil torcedores se dispersam pelo bairro de Highbury.

A maioria provavelmente atrás do próximo pub.

 .
.

 13_CIF_insider_arsenal