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beatles – Página: 2 – Blog – Cultura Inglesa

Tag: beatles

O olhar feroz que não perdoa nem os Beatles

8 anos atrás ----- Blog

A imprensa britânica, sem dúvidas, é parte forte da cultura da nossa ilha predileta. E não estamos falando só dos tablóides e seus escândalos de arrepiar os cabelos: a diversão mesmo está nas críticas e resenhas musicais.

Dentre os vários veículos que cobriram a vanguarda da música pop, destacavam-se o Melody Maker e o New Musical Express – ambos acabaram por se juntar em 2000, fruto da briga voraz dos publishers ingleses e da disseminação do fabuloso advento da internet.

Se o senso de humor mordaz faz parte do “ser inglês”, não poderia deixar de ser diferente com as críticas dos álbuns. Alan Smith, um dos papas do jornalismo musical britânico, em 1968, intitulou sua resenha do White Album dos Beatles como “The Brilliant, the Bad, and the Ugly” – não perdoou John Lennon e sua Revolution #9, classificando-a como “exemplo pretensioso de imaturidade idiota”. Tenso, não?

E não era só os Fab Four que a imprensa malhava. No documentário It Might Get Loud, de Davis Guggenheim, a lenda viva Jimmy Page mostra seu descontentamento ao dizer que a crítica não entendia o som da banda, principalmente depois de darem uma resenha de um parágrafo para o disco IV – sim, o disco que tem Black Dog, Starway To Heaven e Rock N Roll. Um parágrafo!

[youtube width=”650″ height=”325″]http://www.youtube.com/watch?v=owmrpWyTdxQ [/youtube]

De qualquer forma, os registros estão todos aí e valem um bocado de diversão procurar o que a crítica falou do seu álbum favorito da sua banda predileta – mesmo que seja apenas pra ficar com aquela raivinha na ponta do estômago, sabe? Como assim um parágrafo para o disco IV?!

O livro Beijar o Céu, do jornalista Simon Reynolds, com seus textos da época de editor do Melody Maker e repórter da NME, entre outros veículos, conta muito dessas histórias. Esta à venda no Brasil, vale a pena!

 

Mockers toca Beatles

8 anos atrás ----- Sem categoria

[youtube width=”650″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=L2TnP5LHTgs&feature=fvsr[/youtube]

O guitarrista Régis Damasceno, o baixista Rian Batista e o baterista Clayton Martin – três quintos da cultuada banda Cidadão Instigado – decidiram se juntar para tocar músicas dos Beatles que ninguém tocava.

Os Mockers vão na contramão da maioria das bandas que homenageiam os “Fab Four” e focam o repertório na fase pós-1966. Você sabe o que significa isso? Significa que eles tem no repertório os discos Revolver, Rubber Soul, Sgt. Peppers, Magical Mystery Tour, White Album, Abbey Road, Let It Be… É muita coisa boa.

E não pense que eles vão no óbvio. Como bons beatlemaníacos, os singles e “lados b” também fazem parte do incrível repertório, executado impecavelmente pelo conjunto.

Vencedores da votação das bandas, os Mockers vão fazer o Parque da Independência cantar em uníssono.
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Saiba mais sobre a banda.

 

Classificação: livre

IMPORTANTE

Informamos que é proibida a entrada com materiais cortantes, perfurantes ou pontiagudos, copos de vidro, objetos de malabares, guarda-chuvas, latas de todas as naturezas, garrafas plásticas superiores a 500 ml, bebidas alcoólicas, e quaisquer outros itens que possam comprometer a segurança do público ou que sejam incompatíveis com os propósitos deste evento.

O Parque da Independência é um Patrimônio Histórico, colabore com a sua preservação e aproveite os shows do domingo!

Bastidores do #15CIF – Passagem de som do The Mockers

8 anos atrás ----- Blog

Hoje à tarde teve a passagem de som no Parque da Independência. As bandas se empolgaram e até tocaram músicas na íntegra. A causa? Ouça o vocalista e guitarrista do The Mockers, Regis Damasceno, contando no podcast abaixo.

Ele disse que a qualidade da equipe de apoio e do som do festival está ótima! Além deles, o Miles Kane também tocou por volta de seis canções, além do Gang of Four que, após o trabalho, foi correndo conferir o jogo entre Manchester United e Barcelona!

Confira no vídeo o que The Mockers está preparando para este domingo no Música no Parque. Eles vão tocar só músicas da fase que os Beatles nunca tocaram ao vivo:

[youtube width=”650″ height=”300″]http://www.youtube.com/watch?v=_u8Pf44BKKc[/youtube]

Ringo Starr era um Mocker

8 anos atrás ----- Blog

[youtube width=”650″ height=”325″]http://www.youtube.com/watch?v=SEI2UUhVEn4 [/youtube]

O Mockers vai tocar Beatles no Parque da Independência no dia 29. Mas de onde vem o nome da banda?

Vem de uma entrevista do Ringo Starr!

A gente explica.
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Mods x Rockers

Bom, se você nunca ouviu falar nos Mods e nos Rockers, é porque, com certeza, não estava na Inglaterra nos anos 1960: era só o que se falava por lá.

Mods e Rockers eram duas “tribos” que dominaram o cenário cultural da época. Os Mods eram representados pela classe média ligada em tendências fashion; com seus ternos justos italianos, ouviam música pop, jazz moderno e blues, andavam de scooter e tinham grandes rivais: os Rockers.

O Rockers, por sua vez, gostavam de rockabilly, usavam jaquetas de couro, andavam em motos pesadas e achavam os Mods uns esnobes playboys.

Já os Mods achavam os Rockers de extremo mau gosto. A rivalidade levou os grupos a grandes enfrentamentos e muita confusão:

[youtube width=”650″ height=”325″]http://www.youtube.com/watch?v=zn5vYOwCTak&feature=related[/youtube]

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Foi neste contexto que uma jornalista na época perguntou para Ringo Starr: “Você é Mod ou Rocker?”. Ele respondeu: “no, I’m a mocker” — mistura das duas palavras que também quer dizer “sarrista” (veja o vídeo no alto deste post).

O sarro de Ringo inspirou três membros da banda Cidadão Instigado a montarem um projeto em homenagem aos Beatles. Régis Damasceno, Clayton Martin e Rian Batista são os The Mockers, banda especializada em Beatles pós-1966 que toca nesse 15º Cultura Inglesa Festival!

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Saiba mais

✰ Mockers toca Beatles no Música no Parque

Nosso rock inglês vai muito além do Britpop

8 anos atrás ----- Blog

[youtube width=”650″ height=”300″]http://www.youtube.com/watch?v=sob1cUVd-vE[/youtube]

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Por
Alexandre Matias*

O rock inglês sempre foi visto como uma espécie de primo sisudo e erudito do rock americano.

Explico: se os Beatles não tivessem ouvido o rock americano dos anos 50 e resolvessem formar um grupo que seguia a tradição da música pop britânica da época, talvez nunca tivessem se tornado a maior banda do século 20.

Mas, do mesmo jeito, o rock não seria um fenômeno global e se esconderia nas notas de rodapé da história da cultura popular ocidental, uma fusão entre rhythm’n blues e country music que durou só o tempo de Elvis Presley virar ídolo nacional e entrar para o exército.

Mas foram os Beatles que mostraram para o resto do mundo que a promessa do rock – “qualquer um pode tocar guitarra” – não tinha morrido com Buddy Holly.

Foram eles que mostraram inclusive para os Estados Unidos que o rock – e não apenas o rock’n’roll dos anos 50 – podia ir além da cruza entre country e blues e dominar o mundo.

No vácuo dos Beatles, uma geração inteira de bandas inglesas cruzou o Atlântico e dominou o mundo.

E abriu espaço para novos desdobramentos do gênero – o que começou lentamente a mudar a cara do rock inglês, pois foi a partir desses novos braços do rock (a psicodelia, o rock progressivo, o glam rock) que a música do Reino Unido foi ganhando ares mais sofisticados e menos crus.

Justo a Inglaterra que deu ao mundo um clássico da demolição sonora – o Who.
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Os EUA começaram a exigir de volta a paternidade do rock – Bob Dylan batizou o disco em que assumiu a guitarra elétrica de Bringing it All Back Home (trazendo tudo de volta pra casa) e logo grupos como Stooges, MC5, Modern Lovers e o Velvet Underground sedimentavam o caminho para o nascimento do punk – e mesmo com esse gênero tendo seus maiores nomes nascidos na Inglaterra (Sex Pistols e Clash), a crueza e a qualidade direta do rock voltou para os EUA.

A ponto de todo o novo rock surgido no século 21 ser primordialmente americano, com bandas como Strokes, White Stripes, Interpol e Rapture sendo saudadas como principais nomes do novo rock, mesmo que elas se inspirassem abertamente em bandas inglesas, principalmente do punk e do pós-punk.

O 15º Cultura Inglesa Festival tenta reestabelecer a espontaneidade do rock inglês para muito além do britpop, em palco armado no Parque da Independência.

Além de três bandas que ganharam o concurso interno de bandas da escola, escolhi artistas que capturem a força e a energia de um recorte deste rock inglês que pouco nos vêm à memória, pela onipresença do rock americano.
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Duas bandas nacionais começam a contar essa história tocando clássicos dos anos 60: os gaúchos do Cachorro Grande visitam o grupo The Who e os Mockers (3/5 do Cidadão Instigado) voltam aos Beatles depois da psicodelia.

Depois duas novas atrações inglesas, ainda mais jovens do que a geração dos Strokes, sobem ao palco. A dupla Blood Red Shoes é o avesso dos White Stripes – um cara na bateria e uma menina na guitarra, e na minha opinião deixam Jack White no chinelo.

Miles Kane fez dupla com o “arctic monkey” Last Shadow Puppets e agora lança seu primeiro disco solo, depois de chamar atenção em 2010 com o hit “Inhaler”, uma das melhores músicas do ano passado.

E concluindo a apresentação, os papas do pós-punk Gang of Four vêm ao Brasil pela segunda vez mostrar a fonte de onde Strokes, Interpol e outras bandas já decanas de Nova York beberam em seus primeiros dias.

Misturando punk, funk e política, eles também trazem músicas do novo álbum, “Content”, o primeiro em quinze anos.

É uma Inglaterra bem fora dos padrões ingleses que estamos acostumados a ouvir por aí. Ainda bem.
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✰ Veja a programação completa do Música no Parque

*Alexandre Matias é um dos curadores do 15º Cultura Inglesa Festival

Por que Glen Matlock é o cara?

8 anos atrás ----- Blog

[youtube width=”650″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=JQkActP-isE[/youtube]

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Bem, é simples. Ver o Glen Matlock na Augusta vai ser incrível porque ele é uma lenda viva do rock’n roll.

Glen era o baixista original dos Sex Pistols e o cara que compôs a maioria das músicas do mítico Never Mind The Bollocks Here’s Sex Pistols, um clássico da música pop e um disco obrigatório.

Ele também é protagonista de algumas histórias inusitadas sobre os Pistols.

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Beatles, não!

Em 1977, quando a banda estava prestes a estourar no Reino Unido, ele foi demitido da banda porque — atenção, é aí que a história faz a lenda — gostava de Beatles!

É claro que Matlock fez questão de desmentir a história em sua biografia, I Was a Teenage Sex Pistol, dizendo que saiu da banda por conta própria pois estava farto de toda a bobagem dos Pistols.

E que ele sempre gostou mesmo era do Faces e não dos Beatles!

Além dos Sex Pistols, Matlock gravou com vários outros expoentes do punk como o baterista do Blondie, Clem Burke, e a iguana mais famosa do mundo, o inigualável Iggy Pop.

Em 2010, ele foi recrutado para fazer parte de uma retomada dos Faces, assumindo o lugar do falecido baixista Ronnie Lane.

E no #15CIF ele vem para comandar uma das noites do festival, no recém inaugurado Beco 203, dia 28, com seu set matador! Saiba mais sobre a balada.
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+ Quer ganhar o direito de discotecar na noite do Glen? Participe do Tweet’n Shout!

Os vencedores do “Let’s Rock Together”!

8 anos atrás ----- Blog

 

Cinco bandas profissionais e sete bandas de alunos competiram por um lugar no palco do #15CIF. As quatro escolhidas foram:


MOCKERS TOCANDO BEATLES

Três integrantes da banda Cidadão Instigado formam o The Mockers e tocam repertório dos Beatles na fase pós-1966. Músicas dos discos Revolver, Rubber Soul, Sgt.Peppers, Magical Mystery Tour, White Album, Abbey Road e Let It Be vão fazer o Parque da Independência tremer. Levaram o primeiro lugar na votação com mais de 2 mil votos (veja acima).


CACHORRO GRANDE TOCANDO THE WHO

Grande homenagem da banda gaúcha a uma de suas principais influências, o The Who. Desde seu começo, o grupo sempre tocou covers de músicas como My Generation , The Kids Are Alright entre muitas outras.


LADY LUCK (banda de alunos)

Formada em setembro de 2007 por cinco amigos amantes do bom e velho rock’n roll, a banda Lady Luck tem repertório contagiante de clássicos do rock –  Led Zeppelin, Deep Purple, Rolling Stones, Aerosmith, Cream… Yeah!


CADILLAC BOURBON (banda de alunos)

A banda Cadillac Bourbon também vem com o puro rock’n roll. Tocando clássicos de Elvis Presley, Doors, Rolling Stones, Beatles, Creedence Clearwater, e mais, o grupo garante um show animado do começo ao fim.


Vencedores de 2010

Além do Lady Luck e Cadillac Bourbon, tem mais uma banda formada por alunos que vai tocar no Festival. O Broth3rhood conquistou o direito de fazer um som no 15º Cultura Inglesa Festival como ganhador do Cult in Music de 2010.

Todos os shows acontecem no dia 29, no Parque da Independência, junto aos das bandas internacionais – que serão divulgadas em breve, fique ligado!

Obrigado a todos os alunos que votaram no “Let’s Rock Together” e ajudaram a deixar o festival com a nossa cara. Agora é só curtir a festa.

 

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49 anos atrás
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