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Tag: arte

A britânica que achou a flor mais extraordinária da Amazônia

5 anos atrás ----- Blog

 

margaret mee

Nem a senhora e nem a flor nesta foto acima são convencionais. Essa última, extremamente exótica, é a flor da lua. Ela nasce em uma espécie de cacto que só existe na Amazônia, e só floresce embaixo de luas cheias.

Bastante agradável aos olhos, ela também é super cheirosa. Acontece que, na mesma noite de lua cheia em que nasce, a flor da lua morre… A plantinha vive nada mais, nada menos do que uma só noite. E é aí que se explicita a excentricidade do outro ser extraordinário desta foto: Margaret Mee.

Do alto dos seus 79 anos, a artista britânica saiu em um barquinho pela Floresta Amazônica, procurando por essa tal de flor da lua para retratar sua raridade e sua beleza (dá uma olhada em como ficou o registro).

Dá pra entender a felicidade da Margaret naquela foto ali de cima. Ela encontrou mesmo a planta que estava procurando! No meio da noite. No meio da floresta. Aos 79 anos. Sua busca pela flor da lua foi tão bonita e cheia de aventuras que rendeu um documentário, realizado ano passado pela brasileira Malu de Martino, chamado Margaret Mee e a Flor da Lua.

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A inglesa veio ao Brasil pela primeira vez em 1952, quando começou a dar aulas de artes na Escola Britânica de São Paulo. Em 1956, ela fez sua primeira expedição à Amazônia, que desencadeou, nos anos seguintes, visitas e mais visitas à floresta. Margaret se encantou. E produziu 400 ilustrações a guache, 40 cadernos com esboços e 15 diários de viagem.

Estes incríveis retratos e a maravilhosa história da artista serviram de inspiração para Daniel Caballero montar uma das três exposições de artes visuais do #18CIF: Expedição Botânica Entre Avenidas Paulistanas. A partir das expedições de Margaret (e também de sua parceira britânica Marianne North), a proposta do artista paulistano foi sair por sua cidade registrando a peculiar flora local.

Desde orquídeas amarradas a postes com arames até flores coloridas artificialmente à venda em supermercados, Caballero procura transmitir, através de seus desenhos, a maneira como a natureza que nos cerca hoje em dia tem cada vez menos naturalidade.

Suas obras, inéditas, estarão expostas no Centro Brasileiro Britânico, de 9 a 25 de maio. Fique ligado na programação de artes visuais do #18CIF! Tem muita coisa nova pra descobrir – e é tudo de graça.

TOP 5 – Criações incríveis de Benjamin Shine

5 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

O inglês Benjamin Shine “bombou na web” recentemente depois de ter criado uma coisa que parece absurdo não ter sido inventada antes: uma vela reutilizável.

Mas essa invenção não é a única obra que chama atenção no portfolio deste designer brilhante. Além de imaginar uns produtos e objetos funcionais, ele também faz esculturas bem diferentes e uns retratos espantosamente realistas. Nesse top 5, selecionamos as ideias mais legais que já saíram da cabeça do Benjamin!

Top5 O ovo de páscoa caixa de correio

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Em 2012, o Benjamin Shine contribuiu com esse ovo em formato de uma caixa do correio londrino para a Fabergé Big Egg Hunt, a maior caça a ovos de páscoa do mundo. Ela tem por objetivo arrecadar dinheiro para uma instituição que ajuda crianças e outra que se esforça para salvar os elefantes da extinção. Os ovos desta caçada são um pouquiiinho mais caros que os normais de chocolate (um deles custa  cerca de 40 mil libras!), mas ganhou tantos adeptos que entrou para o Guinness.

Top4  O elefante que é um táxi

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Ajudando mais uma vez os elefantes, Benjamin contribuiu com a Elephant Parade, evento que aconteceu em Londres para arrecadar fundos para a mesma instituição ajudada pelo ovo ali de cima.

Top3 Intervenções em cabines telefônicas

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Ele também contribuiu para uma exposição de 2013 em que as famosas cabines telefônicas de Londres ganharam intervenções de artistas famosos. A da girafa se chama “Long Distance”, e a do sofá, “Box Lounger”.

Top2 Retratos feitos de tule

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Geralmente, o tule é aquele tecido usado para fazer os tutus das bailarinas (ele costuma também aparecer bastante no carnaval). A ideia de Benjamin, no entanto, foi a de usar o tecido e um ferro de passar para fazer algo totalmente diferente. Além das mãos vistas acima, ele também já “pintou” vários retratos. E você aí penando para passar suas camisetas…

Top1 A vela sem fim

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A ideia da vela, chamada de “Rekindle” pelo designer, é de “guardar” a cera, enquanto a vela queima, para ser reutilizada depois. Apesar de ser apenas um protótipo, a “vela infinita” teve tanta repercussão na internet que deve ser comercializada logo, logo.

Quer saber mais? Dá um pulo no site dele: http://www.benjaminshine.com/

A cultura de rua também invade o metrô até o fim de junho!

6 anos atrás ----- Blog

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Já deu uma passada pelas exposições de cultura de rua do 17° Cultura Inglesa Festival? Veja aqui um roteirinho com o que dá para você ver indo e vindo das estações do metrô: 

 

Vila Madalena (linha verde)

Intitulada “Das Ruas para o Mundo – Culturas Jovens e a Moda”, a exposição traz alguns dos estilos que desfilaram pelas cidades do mundo. Boa parte dos figurinos tem relação com a música: clubber, hipster etc. Por lá, você pode se “enquadrar” em alguns deles e ainda criar o seu próprio modelito numa lousa interativa. 

Vila Madalena

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Barra Funda (linha Vermelha)

O tema da mostra é a arte urbana. “Arte de Rua. Arte na Rua!” traz um pouco da história do grafite, começando pela origem da técnica, passando pela invenção do spray, até os dias atuais. Fotos e textos explicativos ajudam a compor essa linha do tempo marcada por nomes como Nick Walker, convidado do #17CIF que vem para o Brasil participar de um bate-papo!

Barra-Funda

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Tatuapé (linha Vermelha)

“Reocupe as ruas!” trata dos movimentos de ocupação do espaço público que ocorreram na Inglaterra e/ou no Brasil. Barraquinhas de feira e placas de sinalização ajudam a compor o cenário. Entre ações apresentadas está o “Occupy”, que surgiu durante a crise financeira de 2011, e é apresentada por meio de imagens e vídeos no telão.

Tatuapé

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Santa Cecília (linha Vermelha)

Uma instalação feita de skates, banquinhos e até jogo da amarelinha fazem parte da exposição “Diversão nas ruas”. Nos painéis são abordados as principais brincadeiras e esportes que acontecem nas ruas de todos os cantos do planeta. Tem Parkour, bike polo e street hockey, por exemplo.

Santa Cecília

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O famoso tour pela arte do East End de Londres, a pé ou de bike!

6 anos atrás ----- Blog

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Sue-Kellerman

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Já tá sabendo que o tema desta edição do Cultura Inglesa Festival é cultura de rua, né? E quando o assunto é cultura de rua, não dá pra deixar o grafite de lado. Tanto aqui quanto em terras britânicas, a técnica tomou as ruas.

Agora, imagine um roteiro que passe por obras de artistas como Banksy, Blu e Nick Walker, entre outros craques? Pois é, em Londres esse já é um passeio bem tradicional. A pé ou de bike, grupos de turistas, curiosos e/ou interessados são levados por um guia para explorar os trabalhos estampados nos muros da cidade.

Funcionando como uma espécie de galeria a céu aberto, a região do East End londrino (a zona leste da cidade) tem sido a mais procurada para esse tipo programa. Por lá, o colorido dos grafites e estêncil atrai olhares. Mas, para muita gente só ver não é o bastante. É preciso entender o contexto do que está sendo visto.

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East London

Marcado pela imigração e pelos bombardeios da Segunda Guerra, o leste de Londres sempre foi conhecido ao longo da história como uma área desvalorizada. Até poucas décadas atrás, com galpões abandonados e muitos conflitos, apenas os trabalhadores londrinos mais humildes moravam no local.

Há cerca de 20 anos, no entanto, o East End começou a ser procurado por artistas e galeristas em decorrência do baixo aluguel. A eferverscência cultural só aumentou desde então e, com a realização de obras para os Jogos Olímpicos, a cara da região e de seus frequentadores mudou bastante. Hoje é parada obrigatória na maioria das agências de turismo e o custo de vida também subiu.

 

Tour pelas ruas

Apesar de todas essas alterações, a arte continua firme e forte por ali. Daí, fica fácil entender o sucesso dos tours. Com a ajuda de peritos na área, cada obra ganha autor, histórico, técnica e até conceito. Por exemplo, ao se deparar com o achado abaixo provavelmente você será informado que se trata de uma obra do francês conhecido como Space Invader e cuja ideia é espalhar esses pequenos dispositivos ao redor do mundo – ou seja, invadir o espaço.

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space invader in London

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Achou divertido? Até os mais conservadores vão gostar, afinal com a street art em alta, há trabalhos que estão valendo alguns milhares de doletas no mercado. Uma dica é consultar o pessoal do Alternative London, reconhecido no ramo.

Mas enquanto você está por São Paulo, aproveita para se inscrever no bike tour do #17CIF! O percurso, que conta com a parceria do Bike Anjo, foi montado pela galera do Arte Fora do Museu. Vamos descobrir a arte que se esconde no centro da cidade em meio à nossa correria. É nesse domingo (2 de junho). Confere os detalhes!

Começou!!! Veja o que rola no Festival este ano e tire suas dúvidas

6 anos atrás ----- Blog

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A invasão britânica começou! Veja abaixo o vídeo oficial do Festival que conta o que vai rolar durantes os próximos 45 dias. Dá o play! E depois, embaixo, espia só a beleza que ficou o pôster dessa edição! A arte é assinada pelo famoso ilustrador Indio San.

Se você tiver alguma dúvida sobre os eventos e ingressos do #17CIF, entre aqui no nosso FAQ.

E não deixe de mergulhar na programação para salvar na agenda suas atrações favoritas!

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poster_17cif 

 

Grafite, ocupando as ruas e invadindo o metrô durante o 17CIF

6 anos atrás ----- Blog

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Moda, esporte e movimentos que ocupam as ruas pelo mundo aparecem no 17º Cultura Inglesa Festival. Porém, a programação de exposições não estaria completa sem abordar a tal da street art. Pano de fundo e, muitas vezes, protagonista quando o assunto é cultura urbana, a arte espalhada pelos portões, placas e muros da cidade invade a estação de metrô Palmeiras-Barra Funda a partir de sexta (17 de maio).

Por lá você confere o trabalho de artistas nacionais e britânicos que fizeram de seus traços públicos obras conhecidas mundialmente. É o caso de Nick Walker, por exemplo, que nesta edição do Festival passa por aqui para bater um papo com a gente sobre o assunto. Se você ainda não sabe de quem estamos falando, dá uma olhada numa amostra do trabalho do cara aqui.

 

Obra-pública

Stickers, pichações, lambe-lambes e muitas outras ações acontecem no espaço público. Entre todos estes tipos de intervenção, a que mais tem ganhado espaço na mídia e virado a queridinha dos curadores e compradores, é o grafite. E sua história vai muito além da invenção do spray, em 1949, acredite.

Graffiti, do italiano, plural de graffiato (“riscado”). Em português: grafite. Se aplica a toda e qualquer obra produzida por riscar um desenho em uma superfície. Ou seja, o grafite tem origem lá nas pinturas rupestres, quando nem havia algo parecido com uma cidade. O conceito foi evoluindo ao longo da história e inclui a passagem por uma antiga cidade grega, que atualmente integra a Turquia.

Próximo a uma passarela está uma marca de mão, que lembra um coração, junto a uma pegada e um número. Guias locais dizem que é um anúncio de prostituição da época e indicaria a existência de um bordel pelos arredores. Especificidades à parte, o graffiti nunca deixou de ser uma forma de expressão.

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Em 1967, um admirador do guitarrista Eric Clapton escreveu com spray a frase “Clapton is God” na estação de metrô de Islington (Londres). Alguém fotografou a mensagem no momento em que um cão estava urinando na parede e a imagem ganhou o mundo, tornando-se um marco.

Alguns anos depois, o grafite ganhou status de revolucionário quando foi associado ao movimento punk. Além das frases de protesto espalhadas por aí, várias bandas (como Black Flag) estampavam seus nomes por aí – até hoje as paredes dos locais onde aconteciam os shows são lembradas.

Nas décadas seguintes o graffiti se disseminou e fez escola em vários outros cantos do planeta. É o caso do Brasil, na década de 1980, com artistas como Alex Vallauri (1949-1987), Carlos Matuck e grupos como o “Tupi Não Dá” em São Paulo, por exemplo.

Agora nem é preciso dizer a quantas anda nosso grafite, não mesmo? Quem nunca ouviu falar de Osgemeos ou do Zezão? Esses e vários outros nomes aparecem lá na exposição Arte de Rua. Arte na Rua! Aproveita que é fácil de chegar, é no metrô!

Mais uma novidade deste ano: participe do bike tour gratuito por SP!

6 anos atrás ----- Blog

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Traffic Lights - Yellow Bike by TheConstructor

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A bicicleta vem ganhando cada vez mais relevância no espaço urbano. Ativismo político, estilo de vida e opção de transporte são alguns dos motivos que lhe rendem fama e geram polêmica. Por isso, a nossa programação de cultura de rua não estaria completa se não houvesse um bike tour incluso.

Até porque, como você verá aqui no blog, bike tour é também coisa de inglês!

O roteiro (veja no fim do post), montado em parceria com o pessoal do Arte Fora do Museu, acontece no centro de São Paulo e passa por várias obras de arte a céu aberto –murais, praças e edifícios. E, como ajuda nunca é de mais, o passeio também conta com o auxílio do projeto Bike Anjo. Já ouviu falar?

 

O projeto

Formado por ciclistas experientes e voluntários, o grupo ensina e acompanha quem quer começar a pedalar. Sim, eles dão dicas sobre comportamento no trânsito, manutenção da sua bicicleta e outras informações relacionadas ao tema. São pessoas apaixonadas pela atividade e dispostas a tornar a bicicleta uma opção de transporte viável nas grandes cidades.

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=SFRxgIZOf14[/youtube]

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Se você ainda não teve coragem de pegar a sua bicicleta e circular por aí veja as orientações no site, participe no grupo e solicite um ”anjo” para chamar de seu. O projeto rola em várias cidades e quem quiser também assumir o posto de orientador, de acordo com as competências aqui descritas.

 

Bike tour do #17CIF

Agora que você já sabe que está em boas mãos, vamos às informações sobre o bike tour do 17° Cultura Inglesa Festival, que acontece no dia 2 de junho (domingo). É necessário ser maior de 16 anos, ou estar acompanhado por um responsável, e fazer inscrição prévia até o dia 31 de maio – veja os detalhes na nossa agenda.

A concentração vai rolar no Largo Santa Cecília a partir das 16h30 e o roteiro começa às 17h. No dia, também é importante usar capacete e sinalizador traseiro na sua bike por questões de segurança. Animado? Você tem pouco mais de um mês para se preparar, hein?

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Nick Walker – das ruas de Bristol para o mundo

6 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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Já ouviu falar do britânico Nick Walker? Se você curte street art pode ser que nunca tenha visto esse nome, mas muito provavelmente viu alguma imagem do trabalho desse cara. Isso não apenas porque ele é pioneiro no assunto, mas também porque sua obra fez aparições no filme “De Olhos Bem Fechados”, de Stanley Kubrick, e no clipe “I Gotta Feeling”, do Black Eyed Peas. Se não viu ou não se lembra, dá o play:

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=uSD4vsh1zDA[/youtube]

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Nick Walker nasceu em 1969 e faz parte do círculo de artistas de Bristol, que nos 80 ajudaram a espalhar a arte urbana transformando as ruas como espaço de exibição. Hoje, considerado uma grande influência para as gerações seguintes do graffiti, tem no currículo exposições em várias galerias de renome.

Combinando o spray à técnica do estêncil, sua obras mesclam bom humor e uma boa dose de ironia. Agora já consagrado no meio cultural, produz obras para venda, como painéis, por exemplo. Entre as mais valorizadas está a Moona Lisa, a primeira imagem aí embaixo, vendida em 2006 por £ 54.000 (mais ou menos o equivalente a R$ 167.210).

Agora fica esperto, dá uma olhada em algumas das produções do britânico (tem mais aqui no Pinterest) e não perca o bate-papo que vai rolar no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP) com ele, no dia 22 de junho.

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Mona Simpson

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O homem que dá vida a bruxas e vikings

8 anos atrás ----- Blog

Você sabe o que a saga cinematográfica de O Senhor dos Anéis e o filme Erik, the Viking, do Monty Python, têm em comum?

A incrível direção de arte. Em ambos os casos, Alan Lee, um dos maiores ilustradores ingleses dos últimos 100 anos, foi responsável pelo processo de criação e desenvolvimento artístico dos filmes.

O estilo do figurino, o cenário, os enquadramentos… A concepção de todo e cada detalhe que envolvem o visual dos filmes têm como base os desenhos de Lee, mestre em criar imagens para histórias fantasiosas.


De Senhor dos Anéis ao King Kong

Alan Lee já tem mais de 60 anos de idade e 45 só de trabalho. Seu portfólio inclui ilustrações para os livros Os Filhos de Húrin, O Hobbit, adaptações de Ilíada e Odisseia e a bela edição centenária O Senhor dos Anéis, entre muitas capas para fantasias não tão conhecidas.

No cinema, ele foi responsável pela direção de arte de Erik, the Viking e Crônicas de Nárnia: o Leão, a Bruxa e o Guarda-Roupa, King Kong, de Peter Jackson (aqueles cenários impressionantes da Ilha da Caveira: foi ele!) e a trilogia de Tolkien, que lhe rendeu um Oscar em 2004.

O filme O Hobbit, ainda em produção, também conta com a parceria Jackson-Lee. Para ver seu trabalho de perto, vale conferir a sessão do filme do Monty Python no 15º Cultura Inglesa Festival
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Saiba mais sobre a restrospectiva Monty Python na programação do festival!

 

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49 anos atrás
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