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Cultura Inglesa Blog - Cultura Inglesa - Página 144 de 147 -

Nosso rock inglês vai muito além do Britpop

7 anos atrás ----- Blog

[youtube width=”650″ height=”300″]http://www.youtube.com/watch?v=sob1cUVd-vE[/youtube]

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Por
Alexandre Matias*

O rock inglês sempre foi visto como uma espécie de primo sisudo e erudito do rock americano.

Explico: se os Beatles não tivessem ouvido o rock americano dos anos 50 e resolvessem formar um grupo que seguia a tradição da música pop britânica da época, talvez nunca tivessem se tornado a maior banda do século 20.

Mas, do mesmo jeito, o rock não seria um fenômeno global e se esconderia nas notas de rodapé da história da cultura popular ocidental, uma fusão entre rhythm’n blues e country music que durou só o tempo de Elvis Presley virar ídolo nacional e entrar para o exército.

Mas foram os Beatles que mostraram para o resto do mundo que a promessa do rock – “qualquer um pode tocar guitarra” – não tinha morrido com Buddy Holly.

Foram eles que mostraram inclusive para os Estados Unidos que o rock – e não apenas o rock’n’roll dos anos 50 – podia ir além da cruza entre country e blues e dominar o mundo.

No vácuo dos Beatles, uma geração inteira de bandas inglesas cruzou o Atlântico e dominou o mundo.

E abriu espaço para novos desdobramentos do gênero – o que começou lentamente a mudar a cara do rock inglês, pois foi a partir desses novos braços do rock (a psicodelia, o rock progressivo, o glam rock) que a música do Reino Unido foi ganhando ares mais sofisticados e menos crus.

Justo a Inglaterra que deu ao mundo um clássico da demolição sonora – o Who.
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Os EUA começaram a exigir de volta a paternidade do rock – Bob Dylan batizou o disco em que assumiu a guitarra elétrica de Bringing it All Back Home (trazendo tudo de volta pra casa) e logo grupos como Stooges, MC5, Modern Lovers e o Velvet Underground sedimentavam o caminho para o nascimento do punk – e mesmo com esse gênero tendo seus maiores nomes nascidos na Inglaterra (Sex Pistols e Clash), a crueza e a qualidade direta do rock voltou para os EUA.

A ponto de todo o novo rock surgido no século 21 ser primordialmente americano, com bandas como Strokes, White Stripes, Interpol e Rapture sendo saudadas como principais nomes do novo rock, mesmo que elas se inspirassem abertamente em bandas inglesas, principalmente do punk e do pós-punk.

O 15º Cultura Inglesa Festival tenta reestabelecer a espontaneidade do rock inglês para muito além do britpop, em palco armado no Parque da Independência.

Além de três bandas que ganharam o concurso interno de bandas da escola, escolhi artistas que capturem a força e a energia de um recorte deste rock inglês que pouco nos vêm à memória, pela onipresença do rock americano.
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Duas bandas nacionais começam a contar essa história tocando clássicos dos anos 60: os gaúchos do Cachorro Grande visitam o grupo The Who e os Mockers (3/5 do Cidadão Instigado) voltam aos Beatles depois da psicodelia.

Depois duas novas atrações inglesas, ainda mais jovens do que a geração dos Strokes, sobem ao palco. A dupla Blood Red Shoes é o avesso dos White Stripes – um cara na bateria e uma menina na guitarra, e na minha opinião deixam Jack White no chinelo.

Miles Kane fez dupla com o “arctic monkey” Last Shadow Puppets e agora lança seu primeiro disco solo, depois de chamar atenção em 2010 com o hit “Inhaler”, uma das melhores músicas do ano passado.

E concluindo a apresentação, os papas do pós-punk Gang of Four vêm ao Brasil pela segunda vez mostrar a fonte de onde Strokes, Interpol e outras bandas já decanas de Nova York beberam em seus primeiros dias.

Misturando punk, funk e política, eles também trazem músicas do novo álbum, “Content”, o primeiro em quinze anos.

É uma Inglaterra bem fora dos padrões ingleses que estamos acostumados a ouvir por aí. Ainda bem.
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✰ Veja a programação completa do Música no Parque

*Alexandre Matias é um dos curadores do 15º Cultura Inglesa Festival

Tweet and Shout – Last call!

7 anos atrás ----- Blog

[youtube width=”650″ height=”300″]http://www.youtube.com/watch?v=h6TIEkB4_F8[/youtube]

Se você quer abrir a balada do Alan McGee ou do Glen Matlock, ainda dá tempo! O concurso Tweet and Shout vale até 0h de hoje.

Dois vencedores vão ganhar passe livre para as baladas do Festival, levar pra casa CDs autografados e — o melhor — ainda vão ser convidados para discotecar na balada do DJ preferido!

Para começar a tuitar seu set e participar, acesse nossa página de concursos. Mas corra! Hoje é o último dia.

Os vencedores serão conhecidos no dia 20 de maio.

Aqui no Festival, seu livro velho vale muito!

7 anos atrás ----- Blog

Sabe aqueles livros de inglês que você não usa mais? Eles podem ser úteis para alguém que esteja começando os estudos.

Durante o 15º Cultura Inglesa Festival, além de curtir os eventos, você também pode ajudar o próximo.

Para fazer uma boa ação, basta separar essas preciosidades e deixá-las em algum dos pontos da campanha de doação de livros promovida pelo Festival.

Os pontos de coleta estarão presentes em todas as unidades da Cultura Inglesa da cidade de São Paulo (veja a lista) e na estação Paraíso do metrô.

Os livros serão repassados para ONGs e escolas públicas.

Doar livros é um jeito rápido e fácil de reciclar cultura!

 

A influência sem limites do Gang of Four

7 anos atrás ----- Blog

O Red Hot Chili Peppers é fã descarado do Gang of Four. Assim como o Rage Against The Machine, o Franz Ferdinand, o Bloc Party…

Em entrevista hoje ao Estadão, Andy Gill, guitarrista do quarteto inglês conta um pouco dessas influências e do começo da carreira da banda.

E revela: “Certa vez, o Flea (baixista do Chili Peppers) me disse que estava surpreso que eu nunca havia processado ele”.

Esse cara tem história. Leia a matéria do Estadão na íntegra aqui.

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O Gang of Four toca dia 29 de maio no 15º Cultura Inglesa Festival!

Lúcio Ribeiro explica: “As baladas vão ser históricas”

7 anos atrás ----- Blog

por Lúcio Ribeiro

Na hora de pensar as atrações para o Música na Noite, a gente optou por convidar britânicos que tinham muita história para contar, mas que eram ainda bem conectados com a música de hoje. Com as escolhas dos distintos senhores Alan McGee e Glen Matlock, acho que fomos bem felizes. Não temos dúvida que, literalmente ou não, vai ser histórico.
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[youtube width=”650″ height=”300″]http://www.youtube.com/watch?v=bzNJyKlIiXQ&feature=fvsr[/youtube]

Alan McGee

A biografia do escocês Alan McGee é complicadíssima de fazer, de tantas atividades que esse escocês exerceu para o bem da música inglesa desde os anos 80 até hoje. Músico, dono de gravadora, empresário de bandas, DJ, produtor, proprietário de casa noturna.

Tanto que até “conselheiro musical” do governo britânico ele já foi. McGee teve banda no final dos anos 80, mas logo partiu para fundar uma gravadora independente que faria história na Inglaterra, a Creation Records, cuja trajetória até virou filme e acaba de sair em DVD no Reino Unido.

Tudo porque McGee e sua Creation revelaram algumas das mais importantes bandas dos últimos 20 anos, como Jesus & Mary Chain e Oasis, sua principal descoberta. Mais recentemente, McGee colocou na cena os famosos Libertines e hoje assessora a banda Glasvegas, que vende muito na Inglaterra.

Além de discotecar e empresariar bandas e shows, McGee atualmente escreve para o jornal The Guardian e toca como DJ nas festas da Death Disco, que roda a Europa. McGee não pára.

A história da música pop inglesa contemporânea passa pelas suas mãos. E a história do festival da Cultura Inglesa também vai passar.

Saiba mais sobre a balada do Alan
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[youtube width=”650″ height=”300″]http://www.youtube.com/watch?v=SpQNI1ntWKk[/youtube]

Glen Matlock

Não fizesse mais nada na vida, o inglês Glen Matlock já teria cravado seu nome na música como integrante da primeira formação de uma das bandas mais explosivas e revolucionárias do rock, o grupo punk Sex Pistols.

Baixista dos Pistols, ele foi o responsável por praticamente todas as composições musicais do álbum “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”, que influenciou uma geração inteira tanto na música como socialmente, na moda, no jeito de viver.

Mas, hoje com 54 anos, Matlock continua bem firme na ativa. Ele grava seus próprios discos, participa de formações especiais como a Rich Kids (com Iggy Pop), colabora com bandas novas e, aqui é que a gente entra, se apresenta como DJ. Nas picapes, Matlock consegue juntar The Who com Vaccines de um jeito que ninguém sente a diferença temporal. Afinal, Matlock é ícone.

Saiba mais sobre a balada do Glen
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Quer discotecar na balada do Alan ou do Glen junto com o Lúcio Ribeiro? Tweet and Shout!

Noel Gallagher: o fã número um de Miles Kane

7 anos atrás ----- Blog

Se você já ouviu as faixas do disco de estreia do Miles Kane, liberadas pela NME (conforme a gente divulgou aqui no blog), percebeu uma presença ilustre!

Noel Gallagher, a parte menos revolta do finado Oasis, participou da gravação do “Colour of the Trap”, o disco do Miles “Prodígio do Rock” Kane.

“Ele apareceu uma tarde lá no estúdio, pra tomar um café enquanto eu estava mixando o disco e acabou cantando em uma das faixas. Era uma bela tarde, legendária!” disse Miles à NME, em relação à faixa “My Fantasy”, que tem os vocais de Noel.

O ex-guitarrista do Oasis também chamou Miles para tocar guitarra no seu disco solo que vem aí.

Se o cara agradou Noel Gallagher a ponto de fazê-lo cantar no seu disco assim, de bate pronto, não vai ser você que vai perder o show do Miles, dia 29 de maio no #15CIF, lá no Parque da Independência, né? Ele toca logo antes do Gang of Four.
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Saiba mais

+ sobre o show do Miles

+ Música no Parque

Student Travel Bureau

7 anos atrás ----- Sem categoria

A cada ano, 50 mil jovens embarcam para o exterior com os serviços da Student Travel Bureau. Desde 1971, a empresa oferece variados programas de viagem, com cursos de idiomas ou extensão universitária, experiência de trabalho, au pair e turismo. A STB é também o recrutador exclusivo de brasileiros para os programas de trabalho da Disney.

www.stb.com.br
@STB_Brasil

 

Ouça o novo álbum do Miles Kane

7 anos atrás ----- Blog

A NME, o mais pop semanário musical britânico, soltou ontem em primeira mão todas as músicas do “Colour of the Trap”, o álbum novo do Miles Kane!

Além de todas as faixas do disco antes do lançamento, no site ainda tem um vídeo com o cantor que explica cada faixa do CD.

Ouça! http://www.nme.com/news/miles-kane/56477

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+ E no dia 29 de maio você vai poder ver o Miles Kane cantando as músicas novas ao vivo!

Tweet and Shout: “Quem vencer pode se sentir honrado!”

7 anos atrás ----- Blog

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Já está montando o seu set para o concurso #TweetnShout? O desafio não é fácil mesmo. Para o Japinha, baterista do CPM22 e membro da comissão julgadora do concurso, colocar o pessoal para dançar é muito mais difícil do que comandar as baquetas.

Mas a recompensa — abrir a noite para os DJs Alan McGee ou Glen Matlock — vai ser inesquecível. “Bem, sou suspeito para falar, mas quem conseguir vencer pode se sentir honrado”, diz o roqueiro, fã da histórica banda do Glen, o Sex Pistols.

Para quem já está quebrando a cabeça, o Japinha recomenda sempre pensar no público da balada e dar uma olhada no background dos dois mestres britânicos — e aí, inevitavelmente, você vai acabar passando pelos pontos altos da história do rock.

Depois, é só curtir a balada. “Acho que vai rolar uma fusão legal de estilos, um passeio pelo rock e o eletrônico”, diz ele.

Não fique de fora!
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Saiba mais

Por que a balada do Glen Matlock vai ser histórica?

A programação completa do Música na Noite

Will & Kate na parede

7 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

por Milo Steelefox*, direto de Londres

On the day of the Royal Wedding, the newspaper The Guardian’s headline simply read ‘Two people will marry today – with 2 million people watching’.

It’s fascinating how this marriage meant so much to so many people, yet simultaneously so little to so many others.

Amid all the hype and excitement, one thing which made me smile on my way to work the morning Will and Kate were to wed was a life-sized piece of graffiti of the pair, accompanied by the phrase “A Bit Like Marmite”.

Marmite is an iconic English spread made from yeast extract, with a flavour that splits opinion down the middle, like their classic advertising line: “Either you love it or you hate it”…

As for me, I’d booked myself a train ticket to Aberystwyth, in Wales, not to avoid the wedding, simply to join some friends for a long weekend by the sea. Although I was not entirely indifferent, and was curious to get a little taste of the action.

So on the night before the wedding, on my way to see friends in south London, I passed by Buckingham Palace around 10pm and walked my bike down The Mall to see all the revellers with their banners, tents and sleeping bags, already getting excited about the big day.

I was tickled by two girls who were walking around in full wedding dresses, happily posing for photos with whoever asked…

In truth, the atmosphere was lovely, with people drinking and singing and waving flags, and they were still partying when I passed by again on my way home around 1am. I even heard that bunting had been reported to have sold out across the country.
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And what impressed me most was the old folk, wrapped up warm in their coats, scarves and rugs, sat firmly in their front row position. No doubt they got a great view when the newlywed pair came out on the palace balcony to wave, and kiss — twice to the delight of the crowd.

It was funny to see how shop window displays embraced the occasion, decorating themselves in the national colours and wedding themes, such as the charity shop Barnados which I found in Aberystwyth (see picture above).

All in all, the wedding was obviously a hit. And I have to say, I was most grateful, as I had a beautiful sunny weekend in Wales (which you can read about it my next post)!
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GLOSSARY

  • Bunting: string with triangular pieces of fabric attached, often flags, or in the national colours of the country, which is then hung up all over shops, towns, pubs, gardens. It makes everything look very jolly/fun.
  • Marmite: as explained, a an iconic spread which some people love and others hate, be sure to try it for yourself one day!
  • To be tickled: in this instance I do not mean that they physically tickled me and made me laugh, but rather that what they were doing made me smile!


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48 anos atrás
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