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Cultura Inglesa Arquivos The Insider - Página 2 de 3 - Blog - Cultura Inglesa

[The Insider] Por dentro de um concerto brasileiro em Londres

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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O insider do Cultura Inglesa Festival se infiltrou nos bastidores do Southbank Centre (um dos maiores, senão o maior, centro cultural da Inglaterra) para mostrar como é um típico concerto em Londres visto de dentro.

Na Inglaterra, a música clássica é pop. Todo ano os maiores nomes do gênero passam pelas várias casas de espetáculo da capital. E a preços acessíveis (o ingresso mais barato costuma custar 9 libras).

A Orquestra Sinfônica de São Paulo tocou pela primeira vez no Royal Festival Hall (o hall de concertos do Southbank Centre) no dia 23 de outubro. Essa turnê europeia da Osesp marcou o início das comemorações dos 60 anos da orquestra.

Quer ver uma música inteira deste concerto? Clique aqui.
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*As imagens em close da maestra são reproduções desta matéria do Jornal da Globo gravada no mesmo dia.

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[The Insider] As gírias londrinas que incomodam muita gente

4 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

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Nos bairros mais periféricos de Londres um inglês cheio de gírias, urbano, e que virou moda entre os adolescentes (fenômeno que parece ser natural em toda cidade grande) começa a incomodar os mais conservadores.

E alguns vícios de linguagem e gírias desse jeito de falar está sendo abertamente combatido.

Uma escola do sul de Londres recentemente proibiu o uso de alguns termos nas suas dependências (veja foto acima).

O assunto virou pauta nos jornais e na internet. Um deputado ex-secretário da educação elogiou a medida, “pois ninguém vai arrumar emprego falando desse jeito”, mas muita gente a considerou autoritária e até preconceituosa. 

No “index” de palavras censuradas pela Harris Academy está “basically” (basicamente), mas apenas no início das frases, que é onde ela virou mania, e alguns termos super comuns em toda Londres, como “innit”. Veja os demais termos da lista e seus significados:
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Coz – abreviação de ‘because’ (porque). Exemplo: “I’m not gonna play football today coz it’s cold“.

Like – no sentido de “tipo” (exatamente o mesmo vício que muitos paulistanos têm, “se a gente tivesse saído, tipo, uma hora antes, chegava a tempo). É influência do inglês americano. Exemplo: ‘School dinner was, like, lasagna’.

Bare – Bastante, muito. Exemplo: ‘Shakespeare had bare influence on the English language’.

Extra – sem sentido, besta, “nada a ver”. Exemplo: ‘Kafka’s novella The Metamorphosis is extra’.

Innit – abreviação de “isn’t it?”, que, por sua vez, é a abreviação aceita pela língua formal de “is not it?”. Curioso, não? A nova abreviação ainda é mal vista. Exemplo: ‘That is good food, innit?’ 

You Woz – é um jeito de falar “was” (conjugação do verbo “to be” no passado) na pessoa errada. O correto é “you were” e “we were”.

Yeah – no final das frases, tem o mesmo sentido de “né” para nós. “He was there, yeah?”, equivale a “Ele estava lá, né”?
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[The Insider] Por dentro de um jogo do futebol inglês

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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O futebol é uma língua universal, sem dúvida.

O esporte que é jogado em Glasgow é o mesmo jogado em São Luís do Maranhão. Mas a relação que os torcedores tem com o futebol muda a cada esquina.

Uma adorável senhora chamada Sue Smith, moradora do bairro de Islington, norte de Londres, levou o blog do Cultura Inglesa Festival a um jogo do Arsenal, o time local, para nos mostrar como é ver de perto uma típica partida da Premier League (a 1ª divisão do campeonato inglês).

E, para quem é fanático pelo futebol brasileiro, é uma experiência bastante esquisita.
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No meio caminho havia um pub

Para começo de conversa, não há ingresso à venda na bilheteria do estádio.

Quem tem direito, compra ingresso pela internet.

A família de Sue tem “membership” para a temporada toda – ou seja, são o que conhecemos por sócios e têm direito a comprar ingresso para todos os jogos (que custam em torno de 35 a 90 libras).

Só sobra ingresso para o público em geral se os sócios ouro, prata e bronze não comprarem todos antes. O que só acontece em partidas amistosas ou em campeonatos secundários. 

Com a carteirinha da Sue em mãos, saímos da estação do metrô de Highbury & Islington e vamos a pé até o Emirates Stadium (uma caminhada de 10 minutos) para assistir Arsenal x Norwich, jogo válido pela 8ª rodada da liga inglesa.

Mas a primeira parada é, claro, num pub!

Há muitos pubs pelo caminho. E em dias de jogos, a maioria só aceita torcedores do Arsenal.

No pub que concentra os torcedores mais fanáticos do time (e fica dentro de uma universidade para ser mais “exclusivo”), só entra quem tem ingresso pro jogo.
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Tomamos um pint secando o Liverpool, rival do Arsenal que brigava também pela liderança da Premier League.

“Esse pub é obrigatório antes de um jogo aqui no Emirates”, conta Sue. “Mesmo quando a partida começa às 11h da manhã”.

Os torcedores visitantes também têm seu pub. Não importa o time, o pub de quem joga contra o Arsenal é sempre o Drayton Park.

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E ninguém mexe com eles ali. O clima é muito pacífico e ordeiro em todo o entorno do estádio.

Essa faixa para os torcedores do Norwich na entrada do estádio diz tudo:

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Dentro da “biblioteca”

Os 60 mil torcedores entram em cima da hora de uma vez só no estádio. Como cada setor do Emirates tem muitos portões, e cada ingresso só funciona na catraca do seu setor, a vazão é muito rápida.

Dentro do estádio, o clima é alegre, mas não festivo. Logo de cara, a atmosfera lembra mais a de um show de alguma banda grande do britpop do que a de um jogo de futebol.

A torcida grita o nome de alguns jogadores e a partida começa.

O adversário do dia é o Norwich, um time do interior que briga para não cair para a 2ª divisão.

Logo de cara, o Arsenal faz um golaço. Achei que a torcida ia finalmente explodir. Mas, não é bem o que acontece. Feliz da vida, os torcedores seguem sentados, cantando umas músicas curtinhas de vez em quando e batendo palma em algumas jogadas.

Sue canta todas elas.

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Os ingleses são, sim, fanáticos por futebol. A média de público da segunda divisão da Inglaterra, por exemplo, é maior do que a média da nossa primeira divisão.

Mas a entrega, a devoção, não é a mesma. Só ver que na Copa, o país não pára para ver a Seleção. 

Falta uma latinidade. Somo muito mais apaixonados e vibrantes (e agressivos também, diga-se de passagem).

E a torcida do Arsenal é famosa na Inglaterra por ser particularmente silenciosa.

O antigo estádio do time, o Highbury, foi apelidado pelos rivais de “library” (biblioteca)!

“Se você for num jogo do Millwall, time do sul de Londres, vai ver mais bagunça. Eles são os piores hooligans da Inglaterra. Aqui é tudo muito tranquilo”, revela nossa amiga Sue.

Embora mais devagar, a torcida do Arsenal é bastante interessante. É a torcida mais democrática do país. Ela abraça gente de todo credo, cor, orientação sexual e nacionalidade. A maioria dos imigrantes de Londres acabam virando “gunners” (o apelido dos torcedores). 

“O senhor que é sócio do assento na nossa frente é um executivo americano que se apaixonou pelo futebol. Ele viaja muito, mas quando está na cidade, sempre vem aos jogos de terno e gravata”, diz Sue, sobre seu vizinho de cadeira.

À esquerda de onde estamos sentado tem uma faixa “Arsenal Indonésia”, à direita, “Arsenal Bulgária”, na frente: “Arsenal Japão”.

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“Aquela lá eu nunca tinha visto! É nova, que ótima”, exclama Sue, apontado para a faixa dos torcedores gays. Imagina uma dessa no Morumbi ou no Mineirão? Pois é.

As músicas que a torcida canta são curtas, mas ótimas. E apenas uma tem algum teor bélico (a que eles dizem odiar o Tottenham, rival do norte de Londres). As demais são, digamos, fofas.

Fundado em 1886, o time é um dos mais vencedores e tradicionais clubes do futebol inglês.

A primeira transmissão de uma partida de futebol ao vivo pela tevê tinha o Arsenal em campo.

 

Fim fo primeiro tempo, hora de mais um pint 

O canto que mais diverte a torcida é o da “guerra de arquibancadas”. A galera do leste do estádio grita que é a “margem leste do Highbury” (a letra ainda contém o nome do estádio antigo), enquanto que o norte grita que é o norte. O oeste nunca se manifesta. Veja no vídeo acima. 

A outra ponta do estádio chama-se “clock end” (porque tem um relógio).

Aliás, outra diferença em relação ao nosso futebol: o tempo do jogo aparece no telão, assim como o replay de algumas jogadas (inclusive jogadas polêmicas). No Brasil, nada disso é permitido.

Antes mesmo do juiz apitar o fim do 1º tempo, a galera já corre para comprar cerveja, cachorro-quente, torta ou fish’n’ chips.

“Outro dia, um canal de esportes fez um levantamento sobre quantos gols as pessoas que saem para comprar um pint perdem, e a quantidade é imensa”, me conta um torcedor do Arsenal. Mas olha o tamanho da fila no intervalo:

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4×1 pro Arsenal, placar final. Da mesma maneira que entraram, a galera sai. Em cinco minutos já não tem mais ninguém no estádio!

E os 60 mil torcedores se dispersam pelo bairro de Highbury.

A maioria provavelmente atrás do próximo pub.

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[The Insider] A magia e a influência dos double-deckers

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

Quer chamar a atenção? Cola num double decker

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Os ônibus vermelhos de dois andares não são meros meios de transporte.

Eles fazem parte da alma de Londres. Sem eles, a cidade não teria o mesmo charme, e os londrinos sabem muito bem disso.

Estes ônibus estão nos sofás das pessoas e no dia mais importante da vida de muitos casais

E como todo mundo está de olho neles, além de ícone de um país e símbolo de transporte público eficiente, os double-deckers viraram também outdoor.

Outdoor de caríssimas campanhas publicitárias como a da foto acima, que promovia uma marca de refrigerante (clique aqui entender como o artista fez o truque de ficar pendurado no ônibus!). E agora outdoor também de campanhas polêmicas sem fins lucrativos.
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"Algumas pessoas são gays. Supere!"

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Quando os anúncios pró-ateísmo e pró-casamento gay (foto) tomaram mais de 1000 ônibus da capital inglesa ano passado, o rebuliço foi geral. Tanto a favor, quanto contra. 

Instituições cristãs logo compraram anúncios com mensagens contrárias. Só que, sem ganhar a mesma simpatia do público e do governo da cidade, perderam a batalha. O anúncio anti-gay não contribuía para uma “tolerant and inclusive London”, segundo a autoridade de transporte da cidade, e acabou vetado. Já a propaganda do “Deus existe” foi aceita, mas não era tão criativa, nem polêmica, quanto a rival, e simplesmente não chamou muita atenção.

O anúncio “Some people are gay. Get over it!” (em tradução livre: “algumas pessoas são gays. Supere isso!”) foi particularmente muito bem sucedido.

Ainda em circulação em alguns ônibus da cidade, ele fazia parte da campanha pró-casamento de pessoas do mesmo sexo na Inglaterra. Campanha esta que conquistou seu objetivo! Em julho deste ano, a lei do “same sex marriage” foi aprovada no Parlamento. Entra em vigor em 2014 e, segundo a Stonewall – a ONG que bolou a campanha do ônibus – o Reino Unido deve celebrar seu primeiro casamento gay agora em janeiro.

A lei não foi aprovada por conta do anúncio, claro. A campanha do “get over” já existia antes, mas atingiu outro patamar depois que apareceu nos ônibus da cidade. Foi quando ela tomou conta de um território sagrado. 

Sim, o melhor jeito de ver Londres é da janela do segundo andar de um double decker. Só que agora, além de passear dentro deles, mais do que nunca vale também ficar de olho neles. Esses ônibus ditam tendência.
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"Existe definitivamente um deus"

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160 anos de história

Londres tem transporte público de dois andares desde antes da invenção do automóvel. Double-deckers puxados a cavalo começaram a rodar na cidade ainda na década de 1850.

Em 1910 a cidade ganhou sua primeira frota motorizada. Mas só em 1956 surgiu o Routemaster, o modelo de double-decker que transformou o ônibus de Londres no símbolo que é hoje.

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Os Routemasters serviram os londrinos até 2005, quando foram definitivamente substituídos por ônibus mais modernos e confortáveis. Em 2012, porém, o clamor da população da capital inglesa fez com que as autoridades recolocassem alguns Routemasters em circulação (em algumas poucas linhas, como a 15, mais turísticas e menos vitais para o commuting).

Sabia que São Paulo também já teve seu ônibus de dois andares vermelho?

Este ano, pela primeira vez em 50 anos, há um novo double-decker desenhado especialmente para Londres em circulação. É este da foto abaixo, chamado New Bus for London. Ele é super silencioso, mais espaçoso, confortável e eco-friendly, e já roda em três linhas da cidade. 

Mais de 600 devem estar nas ruas até 2016.

Os ônibus de dois andares não envelhecem, nem perdem a magia, e são cada vez mais importantes para os britânicos.
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* O insider do Cultura Inglesa Festival escreve de Londres (ou de qualquer outra parte da Inglaterra) semanalmente. Acompanhe nossas redes sociais pra ficar por dentro!  🙂

[The Insider] Um jantar no metrô de Londres

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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Os londrinos têm uma admiração especial pelo seu metrô, já que trata-se do primeiro e mais charmoso sistema de transporte urbano subterrâneo do mundo, né? Até já contamos um pouco dessa história aqui e neste infopôster. Agora o insider* do Cultura Inglesa Festival descobriu mais uma do famoso “tube”.

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Um jantar DENTRO de um vagão desativado de 1967 da clássica Vitoria Line. Legal, não? E os chefs são incríveis, ainda por cima. A proposta dos organizadores, o grupo Basement Galley, é criar uma atmosfera amigável em torno de boa comida, e fazer com que estranhos socializem num dos lugares menos sociáveis da cidade. “Esteja preparado para fazer novos amigos”, diz o site do evento. E mesmo que você for com amigos, a regra é que eles não sentem do seu lado.

Vai rolar um desses jantares neste sábado. Veja o vídeo de apresentação do jantar aqui embaixo e uma galera de fotos incríveis dos jantares que rolam por lá!
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De barco pelo interior da Inglaterra

6 anos atrás ----- Blog Cinema The Insider The Insider

por Milo Steelefox, de Londres*

Round about once every month or two I escape London to go home and see my family and friends in Worcester, home of the classic Lea & Perrins sauce (molho inglês), about 2½ hours away by train. Not a lot happens, but that’s half the appeal, and I wanted to tell you about one of the best ways to while away the time there.

So there I was, getting up lazily one recent Saturday morning and who should call but my oldest and tallest friend. ‘Wanna row up to The Camp?’, he asked. This is a silly question. ‘I’m game’, I obviously replied.

I wander out into the garden and rouse my little brother, sunbathing with a book. He’s game too, and before we know it the three of us plus two friends are strolling over to the River Severn to a chap who hires out rowing boats. The lovely big one (called Munchkin) is already booked, so we get two small ones and set off upstream. The goal? A delightful old pub called The Camp!

It’s a perfect way to spend a sunny afternoon; you paddle against the current for a little over and hour, then sit back with sandwich and a cider or two at the pub, and then literally drift back downstream a couple of hours later. And of course, it’s all giggles and fooling around, taking turns to row, splashing water and waving at passers by on the banks.

I’ve known this pub since I was a little boy, and although some of the playground items have gone, it’s very much the same. And the best bit, apart from a lovely great big tree, is the fact that there are not just chickens roaming around in between the tables, but there are also peacocks strutting their stuff and wailing to each other – such bizarre and beautiful birds.

Back we get into the boats to head downstream, floating along, meandering, paddling a little and crashing into each other or low branches, but mostly drifting along and enjoying the sunshine.

There’s nothing better than being on the water in the warm weather, and don’t worry if you never make it as far as visiting Worcester – your best bet for a lovely day in a boat would be to check out Shakespeare’s Stratford, or better still do a spot of punting in the very scenic spots of Oxford and Cambridge.

More info

Punting


GLOSSARY

  • To while away the time: to spend time
  • I’m game: I’m up for it, I’m keen
  • Rouse: to get the attention of
  • A chap: a man
  • Strutting their stuff: showing off, parading as if on a catwalk
  • Best bet: This is literally the best advice you can offer, the best suggestion
  • Punting: a form of boating, like rowing but instead of using two oars you use the one, propelling the boat along by pushing on the bed of the river, rather like they do in Gondolas in Venice

Um fim de semana nas gélidas águas de Gales

6 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

 

por Milo Steelefox, de Londres*

So I’ve finally booked a train to Aberystwyth on the coast of Wales.

I had friends to see, friends from home that only all get together once in a blue moon, and they just so happened to be doing so in Wales, a place that for me brings back nostalgic childhood memories of camping, beaches, rivers… and rain, and grey, and cold.

I’m painting a lovely picture aren’t I? In truth though it was the most beautiful of weekends, with blue skies and good times.

The day we spent on the beach was full of tomfoolery, as we did our best to play cricket, football and frisbee, which would’ve been fine only the wind wanted to play too!

And I’d been telling one of my friends we simply HAD to go in the sea, no matter how cold it was, but the water was simply f-r-r-r-r-e-e-z-i-n-g. So all we managed was a paddle till our feet were numb.

On the way back to the house we dropped by a cute little harbour town called Aberaeron where there was a fun looking annual children’s football tournament going on.

We found an amazing sweet shop nearby and got a few bagfuls of old fashioned goodies, and then we wandered down to the harbour in search of some local honey ice cream, and we sat eating it in the sunshine looking at the boats and all the kids playing, catching crabs, or even throwing jelly fish at each other!

Perhaps the best bit of the whole weekend though was the next day when we ventured back into Aberystwyth, and what did we find but the ultimate holiday activity… crazy golf. And you know what, it must’ve been the cheapest crazy golf I’ve ever played – a mere £1.65 (you could usually expect to pay almost 4 times that).

My home friends and I get very competitive (immaturely so) when it comes to this particular sport, and so it was great when one of the lads won rather unexpectedly, beating us all by a good 5 shots.

Back to the house we took one last stroll along the pebble beach nearby as the sun was beginning to set, and still hellbent on perhaps going in the sea I told the others to carry on home as we started to head back.

Maybe it was the ‘what would my dad do in this situation’ feeling I always get, or maybe it was the text I received from a jealous friend saying to dive in, but I did it, all on my own, and jumped in the sea for a very, very, very cold 5min swim, at 8pm at night. What an idiot.

Links

Aberaeron: http://en.wikipedia.org/wiki/Aberaeron


GLOSSARY

  • Once in a blue moon: seldom, once in a while (or less!), basically something which happens very rarely
  • To paint a picture: to describe something, to set the scene (telling a story)
  • Tomfoolery: messing around, fooling around, joking around…
  • Goodies: nice things. Can also be used to describe the good and the bad guys in films, i.e. the goodies and the badies
  • A mere £1.65: using the word mere is like saying ‘only £1.65’, used as a diminuitive
  • Hellbent: uncontrollably keen to do something, determined, adamant

Maratona de bike até o melhor pôr-do-sol de Londres

6 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

por Milo Steelefox, de Londres*

Sunday. Not my favourite of days, simply because (even years later), I still get the sneaking suspicion I’ve forgotten some homework I need to do. Traditionally a day of rest, chores and seeing friends, today is different, with some 40-odd thousand runners sweating out 26 miles for the London marathon. And although actually on my bike, I feel like I’ve completed the same distance.

Before heading to the centre I quickly nipped up to the pleasant neighbourhood of Muswell Hill (which is at the top of a massive hill) to buy a thin mac/jacket I’d had my eye on – it was too sunny to wear it there and then, but I still made me feel nice and brand new. Then I rolled down to The Mall to the finish line of the marathon, right infront of Buckingham Palace.

It felt like there were hundreds of thousands of people lining the streets, and given the sporting occasion and good weather, spirits are high, and you know what, I felt rather proud. Proud of all these people, all the effort, all the clapping, cheering and energy, and of course the money raised for charity.

Exibir mapa ampliado

Though saying that, I did queue for a good hour and a half to cross a road and get into Green Park to try and find a friend of mine who lives in China but had come home to see family, and run the marathon! It would’ve been worth the wait, but with him being without a phone, our loose arrangement at Meeting Point C was a longshot, and sadly I couldn’t find him! Still, not a wasted journey, I’d never experienced the event live, and besides being amazing, it reminded me that I’d like to run it one day.

Then, back on my bike, I rode through town to a pub called The Old Queen’s Head to catch a friend’s band play, and then on up to Camden to drop in briefly at a charity event by the ABC Trust (Action for Brazil’s Children). And, before winding up the evening at a famous venue called the Koko with ‘a night of twisted Cumbia’ from a band called the Mexican Institute of Sound (see photo), I quickly popped by Primrose Hill Park to get a view across the city an its sunset, and also a glimpse of the nearly full moon!

A beautiful spring day. But now I am most definitely ready for bed.

Saiba mais sobre a maratona:

http://www.virginlondonmarathon.com/


GLOSSARY

  • Chores: jobs to be done around the house, or other activities like shopping – another similar word would be ‘errands’, although this refers more to things like shopping and going to the bank or post office
  • 40-odd thousand: adding the word ‘odd’ in here simply emphasises the fact that you are making a rough guess, in this case it means around about 40 thousand people
  • I quickly nipped up to: to nip somewhere is literally like ‘to go’, to drop in somewhere quickly
  • I’d had my eye on: to have your eye on something means wanting something – usually something you’ve seen and can’t stop thinking about… like a new bike, or a cute new classmate at school
  • A longshot: something which is a little ambitious, unlikely, hopeful!
  • Winding up the evening: you can also say ‘rounding off the evening’, to say how you ended the evening
  • A glimpse: to see something quickly, briefly

Um mergulho na Cornualha, a região mais bonita da Inglaterra

6 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

por Milo Steelefox, de Londres*

The English, like Brazilians, love to hit the seaside towns and beaches during 3-day weekends (weekend with Bank Holidays).

Let me tell you about the last time I escaped much further afield to Cornwall (far in the south west) on a Bank Holiday.

Visiting my friend’s family home in Penvin he took me to the nearby Falmouth, a quaint little seaside town which has a strong reputation for art, graphics and design.

We wandered around the centre, full of narrow streets and colourful bunting, checked out some shops, and got ourselves a pasty to eat on the beach, this being a pastry delicacy from Cornwall which typically comes with a beef filling.

Following that we went off for a walk around the coast and alongside the estuary of a river, and I felt as if I were returning to my childhood, climbing a tree and skimming stones – an old favourite of mine – trying to bounce round, thin flat stones along the surface of the water, seeing how far or how many times you can skim them.

I’m not exaggerating when I say that kept us entertained for a whole hour!

Next up we drove over to the north side of the peninsula to a beach which would obviously be popular with surfers when the conditions were right, and we climbed to the top of a cliff to watch the sunset, then as it went down we sat drinking a pint of ‘Knocker’, a local ‘ale’, similar to beer but much flatter, with far less gas.

And another classic seaside bite, we then went off in search of some ‘fish ‘n’ chips’, which you typically have with lots of salt and vinegar, although the chip shop was out of fish so we just had chips – but after having walked all day we didn’t mind and we wolfed them down!

If you ever get the chance, do go and visit the counties of Cornwall, Devon, Somerset or Dorset in the south west, they bear some of the best spots England has to offer.

And if you’re in London and short of time, just hit Brighton!

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Links & info

www.visitcornwall.com

Photo Album of my trip to Cornwall on Facebook

‘Oh I do like to be beside the seaside’ – this is the name and a line from a famous piece of music, capturing the spirit of the desire, when it’s hot, to go and have a nice day out by the sea, and do silly things. It sums up the spirit of this article:  [youtube width=”650″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=ZglHbYtP7WA&NR[/youtube]


GLOSSARY

No Crystal Palace Park, um aniversário com dinossauro

6 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

por Milo Steelefox, de Londres*

An interesting combination, you might be thinking.

But not if you cycle from the neighbourhood of Camberwell even further south to Crystal Palace park, where aside from the basic remains of the original palace, there are also some old concrete pre-historic creatures, rather themepark-esque.

That tour was like a birthday party. I’ve joined a group of about 15 bikes, complete with a boom box stereo, to celebrate the birthday of a newfound friend.

Nowalthough she was turning 26, you might not have guessed it, but only due to the dinosaur theme of the ride, and the minor detail that she did the ride wearing an all-in-one dinosaur costume!

Must’ve been hot inside, and impressive as the ride was further, all the way from Hackney in east London.


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Once we arrived (taking me over 2 hours all the way from north London) it was time for a picnic lunch, sat near some pools, and, uh… some dinosaurs.

And soon enough the group grew restless and we relocated to a nice patch of grass overlooking the park’s small sports stadium (incidentally where Brazil’s football team will be based for the Olympics!), and we started to play rounders, which if you’re not familiar with it’s similar to baseball only with a smaller bat and pitch (I guess in Brazil it’s called “taco” or “bets”).

Such fun, having not played for years, and although we lost I got two ‘home runs’.

We finished up a tad before dusk, and thankfully from Crystal Palace we could catch an overland train back to Hackney in 30 mins, literally right to the birthday girl’s front door, and we were treated to an epic reddy-purple sunset en route.

As she has a young kitten my present to her was a tea cup which meows (!) when you pick it up, and laughing over that we all rounded the day off with a piece of cake. Yes, dinosaur cake.


GLOSSARY

  • Themepark-esque: adding the suffix ‘-esque’ to certain nouns simply gives it the meaning of something being the same as that word, in this instance suggesting the dinosaurs are like models in a theme park
  • A tad : is used to say ‘a little’, ‘a touch’ (as in a touch more milk for example)
  • Boom box stereo: just another word for a stereo, ghetto blaster, sound system, for some tunes on the ride. Cars do it, so why not bikes?
  • Grew restless: grew in this instance could be substituted by ‘became’
  • Reddy-purple sunset: a red and purple sunset, obvious yeah?
  • En route: borrowed from French, as with many words in English and other languages, and literally to say ‘on the way’
  • Rounded the day off: to round something off (such as the day, a class etc) simply means to finish