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Cultura Inglesa Roald Dahl | Blog – Cultura Inglesa

Tag: Roald Dahl

O fabuloso inglês de Roald Dahl

2 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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O galês Roald Dahl era uma dessas pessoas extraordinárias. Ele pilotava um avião de guerra e escrevia romances com a mesma categoria. Pra poucos, não? Muito poucos.

Durante a II Guerra Mundial, Roald Dahl chegou rapidamente ao posto de comandante devido à sua habilidade em voar. E como autor de livros, se tornou um dos mais importantes escritores de histórias infantis de todos os tempos e um bestseller mundial.

Dentre os livros mais famosos de Dahl estão A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda

Roald Dahl (década de 1980)

Dahl era também um grande artesão de novas palavras. Em todas as suas histórias infantis, tem alguma palavra ritmada que ele tirou da própria cartola, como oompa-loompa e scrumdiddlyumptious, por exemplo. 

Scrumdiddlyumptious, aliás, quer dizer algo como “maravilhosamente delicioso huumm”.

Os termos cunhados por Dahl não estão no dicionário, com uma exceção: gremlin.

Gremlin é aquele bicho pequeno e horroroso, uma mistura de duende com ET, certo? Durante a II Guerra Mundial, “gremlin” era um termo usado entre os militares para personificar algum problema técnico nos aviões (algo como “bug”, hoje em dia).

Dahl pegou o termo e transformou nos bichos esquisitos que conhecemos hoje (eles aparecem pela primeira vez no livro The Gremlin, de 1943). Se você procurar o termo no dicionário, sua origem aeronáutica nem mais é considerada, de tão popular que as criaturas se tornaram.

Mas o auge do neologismo de Dahl aparece mesmo no livro The BFG, onde ele cria seu próprio vocabulário, o Gobblefunk.

Veja abaixo um glossário do Gobblefunk. Todos os termos são scrumdiddlyumptiousdeliciosos!

(Ah, e quem quiser comer os chocolates Wonka, dá um pulo nesse post)
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Phizzwizzards: sonhos incríveis

Whoopsy-splunkers: fantástico

Time-Twiddler: algo que é imortal

Phizz-Whizzing: brilhante

Oompa-Loompa: pessoa pequena, alguns trabalham na fábrica de chocolate

Goggler: um olho

Swatchscollop: comida nojenta

Frobscottle: uma bebida ótima, cujo gás vai pra baixo do copo, em vez de subir

Whizzpopping: pum

Kiddles: crianças

Exundly: exato

Porteedo: torpedo

Majester: a rainha

Crodscollop: um sabor incrível

Jumbly: misturado

Whoopsy wiffling: demais!!!

Trogglehumper: pesadelo assustador

Snozzcumber: um vegetal de gosto péssimo

Quogwinkle: um alien

Bootbogglers: militar

Crumpets: trompetes

Frightsome: muito assustador

Bopmuggered: capturado

Muggled: confuso

Jumpsquiffling: algo muito, muito grande

Gloriumptious: glorioso e maravilhoso

Bogglebox: escola para garotos

Crabcruncher: criatura que vive nas montanhas, perto do mar

Frothbuggling: bobo

 Rascunho do Gobblefunk (1981)

A verdadeira fantástica fábrica de chocolates

2 anos atrás ----- Blog

2013-09-21 13.10.43

Bom, todo mundo sabe que a fantástica fábrica de chocolate do Willy Wonka é obra de ficção.

Mas, desde 1971, as barras Wonka podem ser encontradas de verdade nos mercados de alguns países. Foi neste ano em que nasceu a The Willy Wonka Candy Company (a real fábrica de chocolates), na esteira do lançamento do primeiro filme baseado na obra clássica de Roald Dahl (“Charlie & The Chocolate Factory”, de 1963).

A Nestlè comprou a marca em 1988 e criou mais doces com a marca Wonka, além das tradicionais barras de chocolate.

O mais curioso: segundo o blog Mundo das Marcas, o chocolate Wonka é produzido em Caçapava, interior de São Paulo, é exportado para 60 países, mas não é vendido no Brasil…

No Reino Unido, dá pra encontrar o Wonka em qualquer mercadinho da esquina. Veja o site oficial do chocolate.

Saiba mais sobre o incrível Roald Dahl.

Roald Dahl, criador de Willy Wonka, trabalhou com o James Bond!

3 anos atrás ----- Blog

Sabia que Roald Dahl, um dos escritores mais queridos do Reino Unido, autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda, foi piloto da RAF e espião durante a II Guerra?

Dahl entrou para a Força Aérea Real em 1939, mas sofreu um acidente logo em uma de suas primeiras missões. Ele não estava mesmo destinado a ser piloto: caiu no deserto, fraturou o crânio e esteve cara a cara com a morte. E foi aí que sua veia de escritor despertou.

Mas antes que pudesse dedicar sua vida inteiramente à escrita, criando os personagens da infância de muito inglês por aí, Dahl foi enviado a Washington DC, onde chamou atenção do espião canadense William Stephenson, cara que foi inspiração para Ian Fleming criar seu James Bond.

Conforme foi revelado em livros recentes sobre o escritor, Dahl acabou se envolvendo na missão que o espião liderava para levar o Estados Unidos à guerra, como aliado dos britânicos.
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Mundo mágico de Dahl

Enquanto o mundo real de Dahl tinha a sombra da guerra, sua mente era povoada por personagens fantásticos que ele criava inspirado por memórias da infância.

Matilda é um deles, uma menina que adorava passar horas na bibioteca e, além da inteligência, tinha poderes mágicos para lidar com seus problemas com os adultos. A história é hoje um clássico, já virou filme e, recentemente, deu origem a um musical da Royal Shakespeare Company – um dos mais premiados no Reino Unido neste ano.

No #16CIF, Matilda é inspiração para a peça A Menina Lia, cuja heroína usa o que aprende nos livros, em especial no livro de Roald Dahl, para encontrar seu final feliz.

Quer ver como ficou essa história?

 A peça será apresentada dias 26 e 27 no Auditório Cultura Inglesa-Higienópolis. Confira a programação!