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Tag: Culture

Top 5 – Tradições mais britânicas de Natal

1 ano atrás ----- Blog Top 5

Tem uma tradição natalina britânica que se espalhou por todos os países de língua inglesa: beijar alguém debaixo da árvore do visco (“mistletoe”, em inglês). Uma outra tradição ficou mesmo só na Inglaterra: em vez de “Esqueceram de Mim”, os britânicos costumam assistir Love Actually na tevê TODO ANO!

Confira as Top 5 Tradições de Natal britânicas:

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No Reino Unido, diz-se que quem mantém as decorações por mais de 12 dias depois do Natal vai ter má sorte no novo ano. As fairy lights são montadas nas casas com bastante antecedência, mas assim que o natal termina, elas somem!

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Essa tradição
começou há mais de 80 anos, quando o rei George V fez um discurso público no dia do Natal, às 3 horas da tarde. Transmitido então pelo rádio, o discurso se mantém até hoje, mas agora também vai ao ar pela TV e pela internet. A Rainha Elizabeth II fala com todas as nações da Commonwealth no dia do Natal há 64 anos! Haja criatividade para tanta mensagem natalina…

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Assim como o discurso da rainha e o filme Love Actually, o especial de Natal do Doctor Who também faz todo mundo sentar apertadinho no sofá – neste caso, para assistir o episódio inédito (e normalmente eletrizante) na BBC.

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As quatro semanas antecedentes ao Natal são chamadas pelos cristãos de advento. É um tempo de reflexão e arrependimento, mas também de ansiedade pela chegada do 25 de dezembro. No Reino Unido, o aspecto religioso se esvaiu e essa tradição acabou virando um calendário divertido, o Advent Calendar. Com pequenas portinhas, esse calendário pode contar histórias, poemas ou esconder pequenos presentes para cada um dos dias de dezembro que antecedem o Natal.

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Essa tradição, presente também em toda a Commonwealth, é uma das mais populares do Natal britânico. No dia 25, durante o chamado mid-day dinner, cada pessoa sentada à mesa recebe um cracker, que é um rolinho de papelão embalado, como se fosse um bom-bom, em um papel de presente. Puxando as pontas dessa embalagem, abrem-se os crackers, e de dentro saem presentinhos, poemas, piadas ou coroas de papel. Essas coroas, depois, costumam ser usadas por todos os convidados durante a ceia.

Merry Christmas, everyone!!

O tumblr que traduz do inglês para o… inglês

3 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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Desde que a redação do jornal britânico The Guardian abriu um escritório em Nova York, pequenas confusões passaram a surgir quase que diariamente na cabeça dos leitores americanos do periódico.

Em seguida, o uso de palavras tipicamente americanas e a abordagem de temas bem mais populares nos EUA deram nós nas cabeças dos britânicos e explicitaram as inúmeras diferenças culturais que existem entre esses dois países.

Pensando nisso, em maio de 2013 o jornal criou um Tumblr chamado “English to English”. Lá, são levantados e respondidos comentários e dúvidas dos próprios leitores, junto com a publicação de comparações entre as duas culturas (incluindo, às vezes, outros países anglófonos como a Austrália e o Canadá).

Os temas abordados vão desde ortografia até gastronomia e relacionamentos. Vale a leitura para ver que a compreensão de uma língua não tem a ver apenas com seu domínio “teórico”, mas também com o conhecimento da cultura particular de cada região: http://english2english.tumblr.com/

 

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[The Insider] Por dentro de um mercado de Natal londrino

4 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

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Londres está comemorando o Natal desde outubro! E um dos pontos altos da cidade no período das festas de fim de ano é o mercado de Natal do Southbank, que fica pertinho da London Eye (dá pra ver ela no vídeo aí iluminada de azul).

Dá uma olhada aí em cima, tem de neve falsa que nasce na minha mão até alcaçuzes gigantescos.

Nascidos na Alemanha, esses “Christmas markets” são bastente tradicionais na Inglaterra já e o do Southbank é um dos mais populares de Londres.

A trilha sonora principal do vídeo é uma “Christmas carol” (cantiga de natal) de origem galesa chamada Deck The Halls. Com melodia criada no século XVI e a letra em inglês adicionada no século XIX, ela ainda hoje é uma das cantigas natalinas mais populares.

A segunda música que toca no vídeo é Rockin Around the Christmas Tree.

Se quiser saber mais das minhas andanças pro Londres, clique aqui.

Merry Christmas!!

BritQuiz: Russell Brand ou Winston Churchill?

4 anos atrás ----- Blog BritQuiz

Esse ano, o comediante britânico Russell Brand decidiu falar sério. Com um discurso revolucionário, o ex-marido da Katy Perry ouviu muitas críticas e deboches, mas mostrou para o Jeremy Paxman – jornalista da BBC – que, no fundo, suas ideias fazem sentido.

Quer ver?

Nós misturamos trechos das mais recentes entrevistas do Russell com frases de Winston Churchill, o primeiro ministro inglês durante a Segunda Guerra Mundial e um dos maiores frasistas políticos de todos os tempos.

Você consegue distinguir quem disse o quê?

 

 

[The Insider] Por dentro de um concerto brasileiro em Londres

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa The Insider The Insider

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O insider do Cultura Inglesa Festival se infiltrou nos bastidores do Southbank Centre (um dos maiores, senão o maior, centro cultural da Inglaterra) para mostrar como é um típico concerto em Londres visto de dentro.

Na Inglaterra, a música clássica é pop. Todo ano os maiores nomes do gênero passam pelas várias casas de espetáculo da capital. E a preços acessíveis (o ingresso mais barato costuma custar 9 libras).

A Orquestra Sinfônica de São Paulo tocou pela primeira vez no Royal Festival Hall (o hall de concertos do Southbank Centre) no dia 23 de outubro. Essa turnê europeia da Osesp marcou o início das comemorações dos 60 anos da orquestra.

Quer ver uma música inteira deste concerto? Clique aqui.
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*As imagens em close da maestra são reproduções desta matéria do Jornal da Globo gravada no mesmo dia.

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A história da bandeira mais fashion do mundo

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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No Brasil, a gente só costuma ver a bandeira nacional pipocando por aí durante a Copa do Mundo. Já na Grã-Bretanha a galera não só abusa do azul com vermelho o ano inteiro, como também arranja um jeito de encaixar a famosa Union Jack (o nome oficial da bandeira do Reino Unido) em todo e qualquer lugar. Mesmo. A gente até montou um álbum no Pinterest com os lugares mais inusitados onde a bandeira da união está estampada, e não parece que vamos parar de atualizá-lo tão cedo – esses dias, achamos uma foto da Katy Perry com cílios britânicos! 

Tudo bem que a bandeira é bonita, e tudo mais, mas, quando você vê que hoje em dia tem até toilet seats da Union Jack sendo vendidos por aí, você se pergunta… afinal, o que é que essa bandeira tem? 

Primeiramente, vamos combinar que o design ajuda. Sabe por que, enquanto a maioria das bandeiras europeias são tão simples, a do Reino Unido tem esse desenho? 
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A história começa em 1606. Nesse ano, surge pela primeira vez a noção de “Reino Unido”: Jaime VI, rei escocês que herdou a coroa da Inglaterra e da Irlanda, cunhou tanto o termo quanto a primeira versão da bandeira, cuja ideia era unir a cruz de São Jorge, da Inglaterra, e a de Santo André, da Escócia. Apesar disso, foi só em 1707 que o Reino virou Unido de verdade, com o primeiro Tratado de União. 

A Union Jack como a conhecemos hoje só apareceu, na verdade, quando foi assinado o segundo Tratado de União, que incluía a Irlanda (do norte e do sul) no Reino e consequentemente adicionava mais uma cruz à bandeira: a de São Patrício. Hoje, essa cruz representa apenas a Irlanda do Norte.

A primeira vez que a Union Jack se espalhou pelo mundo foi junto com o Império que o Reino Unido estabeleceu no século XIX. Muitos britânicos, por uma certa vergonha desse passado colonial, não têm muito apreço pela aplicação desenfreada da bandeira. 

Mas aí ela entrou no mundo da moda… E parece que tudo começou como um contra-ataque: quando os Estados Unidos começaram a se estabelecer como principal referência cultural do mundo, os artistas britânicos quiseram marcar território, e passaram a vestir roupas estampadas de Union Jack. E a bandeira deu uma nova volta ao mundo, levada, dessa vez, por gente como David Bowie. E hoje a moda já se espalhou para tudo quanto é canto do mundo.

 

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Aprenda a fazer uma Union Jack perfeita e veja as inspirações no nosso Pinterest!

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TOP 5 – Legados britânicos na história do Brasil

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa Top 5

A forte ligação entre Inglaterra e Portugal depois do fim da Idade Média justifica a grande influência que os ingleses tiveram no Brasil. Muitos historiadores chamam o século XIX da nossa história como “O Século Inglês” – já que nessa época os dois países estiveram intimamente ligados com a vinda da família real portuguesa ao Brasil em 1808 e, principalmente, com as mil e uma inovações trazidas pela revolução industrial.

Desde aspectos culturais até coisas mais palpáveis, esses britânicos nos deixaram muitos legados. Confira os mais legais no nosso TOP 5 – Legados Ingleses no Brasil!

Top5 Uma mão na independência do Brasil

A influência britânica na independência foi marcante antes e depois de 1822. A abertura dos portos de 1808 beneficiou principalmente a Inglaterra e fez o monopólio português sobre o Brasil desmoronar na prática.

“Com a assinatura dos Tratados de 1810 (Comércio e Navegação e Aliança e Amizade), Portugal perdeu definitivamente o monopólio do comércio brasileiro e o Brasil caiu diretamente na dependência do capitalismo inglês”, relata o HistoriaNet.

Em 1825, foi a Inglaterra que mediou o reconhecimento da independência brasileira por Portugal (sob o pagamento de uma grana preta). E foi um escocês, o marinheiro mercenário Lord Alexander Thomas Cochrane, que capitaneou várias vitórias contras os portugueses nas guerras que estouraram no Nordeste logo após a separação brasileira, ajudando assim a consolidar a independência do país.

 

Top4 O jornal

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O primeiro jornal que entrou em circulação no Brasil era impresso em Londres!  O chamado Correio Braziliense era editado por um brasileiro exilado na Inglaterra, e foi, por algum tempo, o único jornal que a gente tinha por aqui.

Mais tarde, pintou a primeira publicação impressa em nosso território – a Gazeta do Rio de Janeiro –, que era órgão oficial do governo português, mas impressa com máquinas trazidas da Inglaterra.

Top3 A rasteira na escravidão

Professores de história costumam dizer que a independência do Brasil começou quando a família real portuguesa veio para cá. Como já mencionamos lá em cima, essa vinda tem tudo a ver com a Inglaterra – assim como tem muito do que aconteceu em nossas terras, por um bom tempo.

O fato é que, desde a declaração da independência brasileira de fato, os ingleses cobraram do nosso governo medidas efetivas para o fim da escravidão por aqui. Por estar envolvido no processo de revolução industrial desde o começo, o país britânico já tinha necessidades de mercado consumidor que muitos historiadores dizem ser o motivo de tamanha cobrança.

Durante os 66 anos entre nossa independência e a abolição da escravatura, a cobrança inglesa pesou em cima do governo brasileiro, e váaaaaarias leis foram feitas “só pra inglês ver” (essa expressão, aliás, nasceu aí mesmo), mas que aos poucos foram dificultando muito o tráfico. O cerco foi se fechando até que em 1888, a escravidão tornou-se inviável e a assinatura da Lei Áurea foi inevitável.

Top2 As primeiras infraestruturas

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.O fato da revolução industrial ter começado na Inglaterra fez com que os britânicos fossem, por muito tempo, especialistas – e, por vezes, os únicos conhecedores – a respeito de muitas tecnologias.

Por aqui, várias inovações como a primeira iluminação a gás, os primeiros barcos a vapor e as primeiras redes de esgoto foram obras dos ingleses. As ferrovias, inclusive, não teriam começado por aqui se não fosse pela ajuda deles. Foi no estado do Rio de Janeiro que se construiu a primeira estrada de ferro do Brasil, idealizada e financiada pelo Barão de Mauá, mas projetada por um engenheiro inglês chamado Willian Bragge.

Já em Pernambuco e São Paulo, a implantação de estradas de ferro foi feita diretamente por empresas inglesas, a The Recife and São Francisco Railway Company e a São Paulo Railway Ltd. A estação da Luz (foto acima, com o Big Ben), em São Paulo, foi construída em 1867 para abrigar a sede da São Paulo Railway Ltd.

Top1 O futebol 

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O Brasil não seria uma “pátria de chuteiras” se os ingleses não tivessem inventado o esporte no começo do século XIX.

E foi um brasileiro de ascendência inglesa chamado Charles Miller quem resolveu, depois de dez anos estudando na Grã-Bretanha, trazer o futebol para o Brasil. Na mala, literalmente: ele trouxe duas bolas usadas, um par de chuteiras, um livro com as regras do jogo, uma bomba de encher bolas e alguns uniformes usados.

O legado é muito perceptível ainda hoje. Que digam o Corinthians (batizado em homenagem ao xará inglês) e o “sobrenome” que a maioria dos clubes usam (“Futebol Clube”, em vez de “Clube de Futebol” – alguns times, como o Fluminense Football Club, ainda mantém a grafia original em inglês.

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Saiba mais:

Ingleses em Pernambuco

O custo da independência em libras

Um resumo do processo de independência

1822 – o livro

E pra você, qual o maior legado britânico por aqui?

Globo Repórter dedica programa inteiro ao Reino Unido

4 anos atrás ----- Blog Cultura Inglesa

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Nesta sexta, 22 de novembro, os espectadores do Globo Repórter vão ser convidados para dar mais uma viagem ao redor do mundo.

Acontece que, dessa vez, nós do Cultura Inglesa Festival não podemos deixar de chamar a atenção para o programa: a repórter Glória Maria vai mostrar alguns highlights da cultura e as belezas de dois países da Grã-Bretanha!

Veja o trailer.

Passeando pela Escócia e pela Inglaterra, o programa visita pontos turísticos famosos e alguns eventos tradicionais, muitos dos quais a gente já falou bastante por aqui. Dentre as atrações visitadas, o Eden Project – da foto ali de cima -, o famosíssimo Lago Ness, o Portobello Road Market, o rio Tâmisa e as praias da Cornualha

 

Highland Games - Visit Scotland

 

Momentos culturais como os Highland Games da Escócia (foto de cima), o famoso chá da tarde inglês e o cantinho da estação de King’s Cross dedicado exclusivamente aos fãs de Harry Potter também estão na pauta, além da visita a moradores de um castelo e ao Thiago Soares, o bailarino brasileiro do Royal Ballet de Londres.

O Globo Repórter começa umas 22h, depois da novela das nove!

[The Insider] As gírias londrinas que incomodam muita gente

4 anos atrás ----- Blog The Insider The Insider

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Nos bairros mais periféricos de Londres um inglês cheio de gírias, urbano, e que virou moda entre os adolescentes (fenômeno que parece ser natural em toda cidade grande) começa a incomodar os mais conservadores.

E alguns vícios de linguagem e gírias desse jeito de falar está sendo abertamente combatido.

Uma escola do sul de Londres recentemente proibiu o uso de alguns termos nas suas dependências (veja foto acima).

O assunto virou pauta nos jornais e na internet. Um deputado ex-secretário da educação elogiou a medida, “pois ninguém vai arrumar emprego falando desse jeito”, mas muita gente a considerou autoritária e até preconceituosa. 

No “index” de palavras censuradas pela Harris Academy está “basically” (basicamente), mas apenas no início das frases, que é onde ela virou mania, e alguns termos super comuns em toda Londres, como “innit”. Veja os demais termos da lista e seus significados:
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Coz – abreviação de ‘because’ (porque). Exemplo: “I’m not gonna play football today coz it’s cold“.

Like – no sentido de “tipo” (exatamente o mesmo vício que muitos paulistanos têm, “se a gente tivesse saído, tipo, uma hora antes, chegava a tempo). É influência do inglês americano. Exemplo: ‘School dinner was, like, lasagna’.

Bare – Bastante, muito. Exemplo: ‘Shakespeare had bare influence on the English language’.

Extra – sem sentido, besta, “nada a ver”. Exemplo: ‘Kafka’s novella The Metamorphosis is extra’.

Innit – abreviação de “isn’t it?”, que, por sua vez, é a abreviação aceita pela língua formal de “is not it?”. Curioso, não? A nova abreviação ainda é mal vista. Exemplo: ‘That is good food, innit?’ 

You Woz – é um jeito de falar “was” (conjugação do verbo “to be” no passado) na pessoa errada. O correto é “you were” e “we were”.

Yeah – no final das frases, tem o mesmo sentido de “né” para nós. “He was there, yeah?”, equivale a “Ele estava lá, né”?
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